A substância é apresentada em seringas plásticas de 1 ml ou 3 ml
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A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) divulgou, nesta quarta-feira (26), um esclarecimento sobre as indicações do uso do polimetilmetacrilato (PMMA) no Brasil, substância aplicada no procedimento estético que levou à morte de paciente de Denis Furtado, o Dr. Bumbum, preso no dia 19.

De acordo com a Anvisa, as aplicações do PMMA devem ser feitas em gel para preenchimento de pequenas áreas do corpo exlusivamente por médicos habilitados.

A agência afirmou que não há contraindicações para aplicações do produto nos glúteos, porém, é de responsabilidade do médico avaliar a necessidade da aplicação e as técnicas de uso.

As aplicações do produto são autorizadas pela Anvisa em casos de correção de lipodistrofia, alteração no organismo que gera concentração de gordura em algumas partes do corpo, provocada pelo uso de antirretrovirais em pacientes portadores da AIDS, e correções de volume no rosto e no corpo de maneira a tratar irregularidades por meio de bioplastia.

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Entre os produtos que contêm PMMA está o Biossimetric, regularizado pela Anvisa, que possui diferentes concentrações, indicadas conforme o local a ser aplicado. Segundo o fabricante do produto, as concentrações de PMMA no produto podem ser de 5%, 10%, 15% ou 30% em seringas plásticas de 1 ml ou 3 ml.

As orientações do fabricante, aprovadas pela Anvisa, são que a dosagem utilizada é somente a necessária para a correção dos defeitos apresentados na pele e dependem de avaliação médica. Em casos de estrias faciais provocadas pela AIDS, por exemplo, o fabricante sugere que a quantidade necessária seja entre 4 ml e 12 ml para cada lado do rosto. Já em sequelas de poliomielite com perda de tecido muscular da panturrilha a dose indicada é de 120 ml, dependendo do volume para a correção.

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O polimetilmetacrilato é um componente plástico de uso nas áreas de saúde e outros setores produtivos. Entre os exemplos de sua aplicação estão produtos, segundo a Anvisa, estão lentes de contato, implantes de esôfago e cimento ortopédico.

Aplicações de substâncias para preenchimento subcutâneo são produtos de uso em saúde de classe quatro, ou seja, de máximo risco, e devem ser registradas pela Anvisa. Segundo a agência, os registros de produtos para preenchimentos no Brasil ocorrem há mais de 10 anos.

*Estagiária do R7 sob supervisão de Deborah Gianinni

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