Equipe médica faz intubação em UTI para tratamento da Covid-19 do Hospital Albert Einstein
Eduardo Anizelli/ Folhapress – 09.02.2021

A Grande São Paulo registrou, nesta sexta-feira (5), 79,1% de ocupação em leitos de UTI Covid-19 enquanto o estado apresenta 77,4% de ocupação. Diante desse cenário, o secretário estadual de saúde, Jean Gorinchteyn, afirmou que, se necessário, serão abertas vagas em qualquer local nas unidades hospitalares. “Vamos continuar abrindo leitos e vagas dentro dos hospitais. Abriremos em qualquer local desses hospitais. Sejam nos anfiteatros, sejam nos ambulatórios, sejam nos corredores. Vai ter paciente nos corredores? Vai ter. O que não queremos é paciente desastistidos.”

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O governo paulista disse ainda que, na segunda-feira (8), anunciará a abertura de um hospital de campanha para dar conta da alta demanda de internações em UTIs e enfermarias. “A situação é cada vez mais grave. Pedi para que fosse liberado recursos para implantação de novo hospital de campanha”, afirmou o governador João Doria (PSDB). “Entendo a preocupação e o sentimento de um médico infectologista, mas não queremos pacientes em corredores, queremos atender em quarto e de forma digna e é o que vamos fazer aqui em São Paulo.”

Doria afirmou ainda que, apesar da abertura de um hospital de campanha, não serão abertas tendas com leitos primários. “Precisamos de quartos com equipamentos de UTI e não de tendas como já foi feito no passado”, explicou o governador. 

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Gorinchteyn afirmou que o estado trabalha para identificar os pacientes com covid-19 que devem ter prioridade no atendimento. “Estamos em guerra. Diferente das guerras que costumamos ver em filmes com bombas, tiros e mortos pelas ruas, isso está acontecendo nos hospitais”, disse Gorinchteyn. 

“Essa realidade está sendo vista por quem está na linha de frente nos hospitais. Exatamente essa guerra do inimigo invisível faz com que muitos neguem o que está acontecendo em nossa própria sociedade. Temos que conter essa velocidade de expansão da pandemia.”

“Numa operação de guerra, é preciso identificar quais são os pacientes com maior necessidade. Quem é o paciente que precisa de mais cuidados? Estamos avaliando quem precisa de UTI, que não precisa, quem pode ser realocados. Algumas unidades já colapsaram. Não queremos que as pessoas morram sem assistência.”

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