A imunoterapia é utilizada no lugar ou em conjunto com a quimioterapia
Reprodução/Record TV

Os pesquisadores James P. Allison, dos Estados Unidos, e Tasuku Honjo, do Japão, receberam nesta segunda-feira (1º), o prêmio Nobel de Medicina ou Fisiologia por pesquisas que levaram ao desenvolvimento da imunoterapia contra o câncer.

Trabalhando de forma independente, os dois imunologistas identificaram maneiras de liberar o sistema imune das artimanhas das células cancerígenas e permitir, dessa forma, que ele possa atacar tumores.

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No Brasil, os primeiros tratamentos de imunoterapia só foram aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no ano passado. Caros, ainda não são oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas vêm fazendo a diferença para muitos pacientes.

Artur Katz, diretor do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês, explica que o tratamento inicialmente era voltado a pacientes com doença mais avançada, mas entram cada vez mais cedo. Nem todos os cânceres, porém, podem ser tratados com a imunoterapia e há contraindicações. Ao tirar o freio do sistema imune, ele pode ficar hiperativo, levando a doenças autoimunes.

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“Em alguns casos, a imunoterapia é capaz de controlar a doença a longo prazo. Vários pacientes têm um controle duradouro já há 4, 5 anos”, diz Katz, comemorando o Nobel.

O aposentado Augusto José de Andrade, de 67 anos, também ficou animado com o prêmio. Ele fez imunoterapia no AC Camargo Cancer Center contra um câncer de pulmão, depois de ter passado por químio. “Cheguei ao médico falando que queria morrer. A porcaria da químio ataca a doença e a gente também. Ele sugeriu a imunoterapia. Não tinha nada a perder. Fui cobaia e deu certo”, comemorou.

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