Japonês Tasuku Honjo e americano James Allison lideraram estudos sobre câncer
Kyodo/MD Anderson Cancer Center at The University of Texas/Handout via REUTERS

O americano James Allison e o japonês Tasuku Honjo foram anunciados nesta segunda-feira (1º) como vencedores do Prêmio Nobel de Medicina de 2018 por descobertas que levaram a avanços no tratamento do câncer. As informações são da agência de notícias Reuters.

“Allison e Honjo mostraram como diferentes estratégias para inibir os freios do sistema imunológico podem ser usadas no tratamento do câncer”, disse a Assembléia do Nobel no Instituto Karolinska, situado na Suécia, em comunicado sobre o prêmio que vale 9 milhões de coroas suecas (aproximadamente 4 milhões de reais).

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A medicina é a primeira categoria dos prêmios Nobel anunciados a cada ano. As condecorações por realizações em ciência, literatura e paz foram criadas pelo inventor da dinamite e empresário Alfred Nobel, e são concedidas desde 1901.

Descobertas no sistema imunológico

James Allison, de 70 anos, é professor no Centro de Câncer na Universidade do Texas e estudou uma proteína que funciona como um freio para o sistema imunológico. Allison descobriu que soltar este “freio” permite que as células de defesa do organismo ataquem os tumores. A descoberta levou a tratamentos eficientes contra o câncer.

Já Honjo, que trabalha como professor na Universidade de Kyoto, no Japão, há 34 anos, descobriu uma proteína nas células do sistema imunológico e descreveu como ela também opera como um freio — embora com ações diferentes. Terapias baseadas em seu método também promoveram mudanças efetivas no combate ao câncer.

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