Prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB) lança força-tarefa contra doenças
Agência Estado/Flávio Corvello

Com um possível surto de dengue, zika, chikungunya e febre amarela no verão 2019, a Prefeitura de São Paulo anunciou nesta quinta-feira (8) uma força-tarefa para o combate e prevenção de arboviroses. A pasta prevê o serviço com 11 mil homens, criação de mapas de calor e até uso de drones.

“Essa não é uma responsabilidade só da secretaria de Saúde, é uma responsabilidade da prefeitura. Todos os secretários têm a sua parcela de metas a serem atingidas para que possamos evitar a tendência de crescimento de casos no ano que vem em relação ao que tivemos em 2018”, disse o prefeito Bruno Covas (PSDB).

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Somente neste ano, até outubro, já foram registrados 505 casos de dengue na capital, contra 866 em todo o ano passado. 

Já para chikungunya, até o momento foram confirmados 24 casos autóctones (adquiridos no município) e 30 importados (oriundos de outros lugares). No ano passado foram 28 autóctones e 115 importados. Neste ano não houve nenhum caso autóctone de zika e um caso importado. Em 2017 foram três autóctones e um importado.

A capital paulista registrou, neste ano, 13 casos autóctones de febre amarela, dos quais seis evoluíram para óbito, e 107 casos importados. Em 2017 não houve nenhum caso autóctone. Ao todo, em 2017, foram 28 casos importados (12 de Minas Gerais, dez de Mairiporã, quatro de Atibaia, um de Caieiras e um de Monte Alegre do Sul).

No início do ano, a SVMA (Secretaria do Verde e do Meio Ambiente) chegou a fechar 27 parques municipais, localizados nas zonas norte e sul, que haviam sido fechados por causa do surto de febre amarela.

Plano

Durante a força-tarefa do Plano Municipal de Enfrentamento às Arboviroses, os 11 mil agentes serão postos nas ruas fazendo o trabalho de conscientização da sociedade, explicando as doenças, tirando dúvidas e afins. “Com a chegada do verão e o período de chuvas, o risco de transmissão dessas doenças cresce e nós precisamos investir em ações de combate para evitar uma nova epidemia”, disse secretário de Saúde, Edson Aparecido.

Para combater o mosquito, a secretaria municipal de Segurança Urbana irá atuar fazendo o reconhecimento de áreas com possíveis focos utilizando o Dronepol (equipes que operam os drones), além de divulgar os imóveis de risco que tenham de receber as ações de prevenção e combate a criadouros de mosquito e a criação de mapas de calor, evidenciando as áreas de maior incidência.

A secretaria municipal das Subprefeituras irá lançar editais de contratação de 112 equipes para limpeza manual e mecanizada dos córregos, galerias e canais da capital paulista. Outras 124 equipes serão montadas para a manutenção desses locais — as duas licitações foram publicadas no Diário Oficial do Município, no dia 27 de outubro.

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Por sua vez, a secretaria municipal de Educação terá como missão divulgar aulas com autoridades sobre prevenção às doenças e o combate ao mosquito. A prefeitura também irá ampliar a função do SP+Segura, permitindo que o cidadão possa relatar ou denunciar locais de possíveis focos.

Também será garantido o atendimento eficiente aos pacientes. A prefeitura esclarece que ainda estão sendo definidos os fluxos assistenciais, bem como referências de atendimento e ampliação de oferta de salas de hidratação, leitos de observação e UTI, protocolos de atendimento, entre outros. Aparecido disse, ainda, que, em casos de necessidade, irá ampliar equipes, horários e “o que mais for preciso”.

Entenda as diferenças de sintomas entre dengue, febre amarela, gripe, zika e chikungunya:

 

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