Tunico da Vila e Déborah Sathler descobriram condição da filha durante a gestação
Reprodução/Instagram Déborah Sathler

A síndrome da hipoplasia do coração esquerdo (SHCE), chamado também de ‘meio coração’ é um dos problemas cardíacos mais raros (representa 2% de todas as cardiopatias congênitas) e mais complexos entre as cardiopatias congênitas, segundo a cardiologista Magaly Arrais, HCor – Hospital do Coração.

O problema, que afeta Madalena, futura neta do sambista Martinho da Vila, fruto da união do filho do cantor, Tunico da Vila, e da jornalista Déborah Sathler, faz com que a criança não desenvolva parcialmente ou totalmente o lado esquerdo do coração.

A síndrome foi identificada com a criança ainda no ventre da mãe, aos 5 meses de gestação. O nascimento está previsto para janeiro de 2019.

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Pela falta do desenvolvimento do órgão, a criança fica sem o ventrículo esquerdo do coração, cavidade responsável por bombear o sangue para todo o corpo, fazendo com que o ventrículo direito, que tinha como função bombear o sangue apenas para o pulmão, assuma a função da cavidade contrária, sobrecarregando-o.

De acordo com Magaly, o problema congênito não tem uma causa específica e pode ser identificado a partir do quinto mês de gestação, por meio de um ultrassom de ecocardiograma do bebê. O exame permite que profissionais especializados possam examinar todas as cavidades cardíacas e identificar problemas cardíacos que a criança possa apresentar.

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O tratamento para essa síndrome é realizado por métodos cirúrgicos — cirurgia de Norwood —, mas não é capaz de curar a condição. A cirurgia de Norwood é feita em três etapas, realocando o fluxo sanguíneo entre veias e artérias. 

Há também a possibilidade de transplante cardíaco mas, segundo a médica, não tem tanta oferta. “Para uma criança receber um coração, outra precisa morrer. O transplante também depende do tamnho e compatibilidade do órgão doado e o sistema que o receberá”, afirma a cardiologista. Embora o transplante também possa ser realizado em idades mais avançadas, a taxa de mortalidade por transplante é maior que a cirúrgica.

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Magaly afirma que é de extrema importância que o diagnóstico seja o mais precoce possível, para que haja um planejamento de tratamento para o bebê. Por precisar de suporte cardiorrespiratório assim que nasce, e logo seguir para cirurgia, é importante também que a mãe tenha a criança em um hospital com atendimento especializado.

Segundo a cardiologista, a criança com essa cardiopatia precisa de acompanhamento médico durante o resto da vida, e pode necessitar do uso de medicamentos para facilitar o funcionamento do coração. No futuro, a pessoa pode, também, precisar de uma nova cirurgia por conta da sobrecarga do ventrículo direito, já que a cavidade não era preparada para tanta demanda.

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A médica afirma que essa criança terá limitações, não podendo fazer muitos esforços, evitando determinadas atividades físicas e, em alguns casos, não podendo se machucar, devido aos problemas de coagulação que podem aparecer por conta da sua condição.

Embora o tratamento permita que a pessoa viva, a falta de parte do órgão diminui sua longevidade. Magaly afirma que, nos melhores casos, esses pacientes sobrevivam entre 40 e 60 anos. Já para o transplante, a taxa de sobrevida é de 60% em cinco anos.

*Estagiária do R7 sob supervisão de Deborah Giannini

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