Rejeitos de minério podem provocar irritações na pele, afirma especialista
Pablo Nascimento/R7 MG

A infecção por leptospirose é a principal enfermidade que pode ocorrer entre as pessoas afetadas pelo rompimento da barragem em Brumadinho (MG) por conta da lama com rejeitos de minério que devastou a cidade na última sexta-feira (25), afirmam especialistas.

De acordo com o infectologista Carlos Fortaleza, membro da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia), é comum que epidemias ocorram após grandes catástrofes.

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Para Fortaleza e para Marcus Polignano, professor do Departamento de Medicina Preventiva e Social da Faculdade de Medicina da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), pela lama afetar a área de higiene e saneamento, trazendo um aumento de lixo e água suja, há uma maior proliferação de ratos, podendo gerar uma elevação de casos de leptospirose, que é transmitida pela urina do animal em contato direto com a pele.

Polignano afirma que, pela lama conter metais dos rejeitos de minério, provavelmente com compostos de amina, é possível que as vítimas do acidente ambiental apresentem irritações e infecções na pele. Ele ainda afirma que, com o ressecamento dessa lama, ela se tornará poeira, podendo aumentar também ocorrências de crises e doenças respiratórias, como a asma.

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Para Fortaleza, outro grande risco é a ocorrência de diarreias infecciosas, por ingestão de água e alimentos infectados. Se nessa ingestão houver a contaminação pelos metais presentes nessa lama e, com grandes e repetidas ingestões, Polignano afirma que é possível que haja irritações no sistema gastrointestinal.

O infectologista afirma, ainda, que há o risco de aumento de doenças do Aedes aegypti, caso haja empoçamento das águas na região. 

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Quanto à febre amarela, por haver alterações no ecossistema da área, onde havia Mata Atlântica, Polignano alerta sobre a possibilidade de um novo surto de febre amarela. “Os mosquitos que ali residiam, que tinham contato com macacos, provavelmente sairão em busca de novos alimentos, o que pode gerar uma nova crise”, explica.

*Estagiária do R7 sob supervisão de Ingrid Alfaya

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