Vacinação contra o sarampo já começou no Amazonas devido ao surto da doença
Divulgação/Secretaria Estadual de Saúde do Amazonas

A cobertura vacinal contra a poliomielite caiu 20 pontos percentuais nos últimos anos. De 100% em 2011 foi para 78% em 2017, ano do último balanço do Ministério da Saúde.

Em relação ao sarampo, que, com a pólio, integra a campanha nacional de vacinação que começa nesta segunda-feira (6), também houve queda, que chega a 30 pontos percentuais – em 2017, a cobertura da primeira dose foi de 85% e da segunda, de apenas 70%.

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Segundo o Ministério, a combinação da diminuição de adesão às vacinas com a reintrodução do vírus do sarampo no país por meio da migração de venezuelanos levou à volta da doença, que estava erradicada no Brasil há dois anos.

Este ano, o país já registrou 5 mortes e 822 casos de sarampo. Ainda há mais de 5 mil notificações em investigação, de acordo com o Ministério. Foram quatro mortes em Roraima – três venezuelanos e um índio brasileiro da etnia Yanomami – e uma no Amazonas, de um bebê de 7 meses.

Roraima e Amazonas apresentam surto da doença, com 742 e 270 casos, respectivamente, onde a campanha de vacinação já está em andamento. Casos também foram registrados no Pará (2) em Rondônia (1), Rio Grande do Sul (13), São Paulo (1) e Rio de Janeiro (14).

Já a poliomielite foi erradicada no Brasil em 1989 graças à campanha de vacinação, segundo o ministro da Saúde Gilberto Occhi. “O último caso foi há quase 30 anos. Não temos sinais de polio, mas identificamos baixos índices de vacinação neste momento”, afirmou em entrevista a jornalistas na terça-feira (31).

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O objetivo da campanha nacional de vacinação é imunizar 95% do público-alvo, que são 11, 2 milhões de crianças entre 1 e 4 anos. No dia 18 de agosto está prevista a realização do “Dia D”, quando mais de 36 mil postos de vacinação estarão abertos em todo o país.

Segundo o Ministério, a prioridade no período da campanha, que vai até 31 de agosto, é a vacinação dessa faixa etária, pois se trata do grupo com maior risco de contrair e transmitir as doenças.

“As outras faixas etárias deverão ser vacinadas posteriormente. A distribuição das vacinas tríplices viral e de poliomielite para a campanha correspondeu ao número de crianças na faixa etária selecionada. Se faltar vacina no período da campanha, a responsabilidade será do município que privilegiou outros grupos etários”, informou por meio de nota.

O Ministério acrescenta que, caso o município apresente doses suficientes em seus estoques para outros grupos etários, a decisão de ampliar o público-alvo da vacinação será respeitada.

Apenas em Roraima e no Amazonas, a vacina contra a doença é ofertada a partir dos 6 meses e não 1 ano, como nos demais Estados. “Trata-se de uma medida e bloqueio vacinal para conter o surto”, afirma o Ministério.

Vacina contra o sarampo tem duas doses

A vacina contra o sarampo engloba duas doses. A primeira dose é da tríplice viral, que protege também contra caxumba e rubéola e deve ser dada logo após a criança completar 1 ano. A segunda dose é a tetraviral, que inclui a proteção à varicela (a catapora), aos 15 meses (1 ano e três meses de vida).

Caso haja atraso na vacinação, crianças de até 4 anos ainda poderão receber as vacinas. Quem não foi vacinado e não teve a doença entre 5 e 29 anos de idade deve tomar duas doses da vacina tríplice viral. Pessoas não vacinadas e que também não tiveram a doença entre 30 e 49 anos devem receber apenas uma dose, segundo a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

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O sarampo é uma doença altamente contagiosa, que pode ser transmitida de maneira direta, em contato com as secreções da pessoa contaminada ao tossir, espirrar e falar e, indireta, por meio do ar. Basta estar no mesmo ambiente para ser infectado.

Os principais sintomas são febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas vermelhas no corpo. Entre as complicações estão a pneumonia e a encefalite.

A infecção por sarampo fornece imunidade permanente, portanto, quem já teve a doença não terá pela segunda vez.

Vacina da pólio é composta por cinco doses

Já a imunização contra a poliomielite é composta por cinco doses de vacina. As duas primeiras doses, aos 2 e 4 meses de idade, são injetáveis. As outras duas, aos 6 meses, 15 meses e 4 anos, são por via oral, as famosas gotinhas.

A poliomielite, também chamada de paralisia infantil, é transmitida pelas secreções ou fezes da pessoa infectada. O vírus é eliminado pelas fezes e pode contaminar a água e alimentos.

Crianças pequenas, que ainda não adquiriram completamente hábitos de higiene, correm maior risco de contrair a doença, segundo a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

Entre os sintomas estão febre, mal-estar e rigidez na nuca. A infecção pode afetar o sistema nervoso, levando à flacidez muscular e paralisando braços e pernas de maneira irreversível.

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