Vereador compartilhou vídeo em redes sociais
Reprodução/redes sociais

A Câmara de Vereadores de Santa Bárbara do Leste, a 290 km de Belo Horizonte, abriu um procedimento para avaliar pedido de cassação do mandato do vereador William Faria (afastado do PT) por ele ter aberto o caixão de um morto, no último mês de abril.

A denúncia aponta que houve quebra de decoro parlamentar, que ocorre quando as ações de um legislador afeta a imagem da Casa Legislativa.

O procedimento foi instaurado na noite desta quarta-feira (19). Durante a reunião, Faria tentou se defender alegando que foi chamado ao local por moradores que denunciavam o sepultamento com limitações destinadas a casos de covid-19 para um idoso que não teria sido vítima da doença. O caixão estava lacrado com um plástico e o parlamentar usou um facão para abri-lo.

— Encontrei famílias humilhadas. Eu tinha um documento idôneo falando que o óbito não foi por covid-19. Não fui ao cemitério para cometer um crime. Eu que chamei a polícia.

Em contato com a reportagem, o advogado Alexsandro Victor de Almeida, que defende Faria, avaliou que a ação do vereador não caracteriza quebra de decoro parlamentar.

— Esse procedimento deve ser sobrestado ao procimento policial que não foi concluído.

Investigação

Na época dos fatos, o próprio vereador fez uma transmissão nas redes sociais mostrando o momento em que ele abria a urna. A Polícia Civil abriu uma investigação e o parlamentar foi afastado do PT, partido pelo qual foi eleito.

O hospital que atestou a morte do idoso de 92 anos havia alegado que a certidão de óbito foi emitida como “insuficiência respiratória”, já que o exame de covid-19 ainda não estava pronto quando ele morreu.

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