A atriz e roteirista Fernanda Young faleceu no domingo (25) aos 49 anos após uma crise de asma. Ela estava no sítio da sua família quando passou mal devido à doença respiratória, que tinha desde a infância. A crise levou a uma parada cardiorrespiratória. Fernanda foi levada de ambulância ao hospital, mas os médicos não conseguiram reanimá-la.

A roteirista foi autora de séries de sucesso, como “Os Normais”, “Minha Nada Mole Vida”, “Os Aspones” e “Shippados”. Ela tinha quatro filhos: Cecília Maddona, Estela May, de 19 anos; Catarina Lakshimi, de 10 anos; e John Gopala, também de 10 anos.

Asma pode matar?
Asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, variável e reversível espontaneamente ou com tratamento. Durante a crise de asma, os brônquios se inflamam e reduzem a passagem de ar, causando os sintomas de tosse, falta de ar, chiado e aperto no peito.


De acordo com Alexandre Kawassaki, pneumologista do Hospital 9 de Julho, a asma pode matar, mas é raro. “Isso acontece pelo seguinte: a asma é uma doença em que você tem um fechamento dos brônquios e a pessoa não consegue respirar. Com o decorrer da crise, vai começando a faltar oxigênio, levando a cansaço. Se for progredindo, é possível que falte oxigênio no coração e no cérebro, que são os dois órgãos mais vitais”, explica o médico.
Em uma crise grave, a falta de ar é muito intensa. “É desesperador”, define o médico. Por isso, é essencial que as pessoas busquem o atendimento no pronto-socorro.
Lá, a equipe avalia a oxigenação e consegue oferecer medicação corticoide para tratar a asma, além de inalação de oxigênio. Há alguns casos em que o paciente é entubado.
O que fazer para evitar crises de asma
A asma é uma doença crônica. O avanço da medicina fez com que ela fosse ficando cada vez menos letal, pois há medicação de controle das crises.

Por isso, o pneumologista Alexandre recomenda que quem tem asma esteja em dia com as consultas médicas, os exames e a medicação que for indicada, mesmo que a asma tenha sintomas leves. “O problema é que tem pessoas com asma de poucos sintomas. Ela não tem muitas crises mas, quando tem, é grave. Aí a importância da medicação contínua”, completa.
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