Geraldo Luís teve alta nesta segunda-feira (5) e se recupera em casa
Edu Moraes/Record TV

A caxumba também afeta adultos, como aconteceu com Geraldo Luís.

Depois de comandar o Domingo Show no último domingo (4), o apresentador da RecordTV foi para casa e ouviu do filho que seu rosto estava diferente. “Está parecido com o Kiko do Chaves piorado”.

“Achei que era brincadeira. Não era. Aumentou o volume na pele, fiquei muito preocupado”, escreveu o apresentador em suas redes sociais.

Depois de conversar com um médico e ser atendido em uma emergência durante a madrugada, ele recebeu o diagnóstico: caxumba.

“Caxumba depois de velho? ”, escreveu Geraldo.

O apresentador, agora, está fazendo tratamento em casa, isolado, já que a doença é altamente contagiosa. Por causa disso, além da medicação, até melhorar ele também vai ter que usar uma máscara.

Com essa idade pegar isso !!!??? Ontem meu filho notou um inchaço grande ao lado de meus ouvidos. Pai se tá parecido o Kiko do Chaves piorado. Achei que era brincadeira. Não era. Aumentou o volume na pele, fiquei muito preocupado e procurei amigos como Dr Rodrigo Blas que me adiantou não ser caroços. Medicado piorei e fui parar no hospital a noite de onde sai às 4 da manhã. Estou com Parotidite, uma inflamação das glândulas. Doença viral e agora tenho que ficar em absoluto repouso junto ao medicamento. Caxumba depois de velho ? Mas vamos lá. Tenho que ficar isolado para não passar para as pessoas. E uso contínuo de máscaras. Vou me cuidar gente, me cuido muito sabem disso. Tudo ficará bem. Amo vocês ! Uma publicação compartilhada por Geraldo Luis (@geraldobalanca) em 4 de Mar, 2018 às 11:29 PST

Caxumba em adultos

A médica infectologista do Centro de Imunização do Hospital das Clínicas da USP, Amanda Nazareth Lara, explica que a doença costuma ser mais comum em crianças porque a chance de elas já terem entrado em contato com o vírus e criado anticorpos é menor.

“Adultos têm mais chance de estarem protegidos porque é provável que tenham entrado em contato com o vírus de alguma forma ao longo da vida. É difícil, mas pode acontecer de uma pessoa não ter criado anticorpos e, desta forma, ficar doente”, explica a médica.

A caxumba em adultos pode ser mais grave do que nas crianças porque a possibilidade de complicações é maior, embora esses casos sejam considerados raros, a doença pode evoluir e o vírus pode provocar inflamações em outros lugares do corpo, como os testículos e os ovários.

Em casos mais extremos, o vírus pode ir para a corrente sanguínea e causar meningite.

Casos em São Paulo

O número de casos de caxumba em São Paulo está diminuindo. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, no ano passado, 1.670 pessoas foram infectadas com a caxumba. Em 2016, o número de casos registrados chegou a 7.360.

Na capital, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, não há surtos de caxumba no momento. Mas, do início do ano até o dia 24 de fevereiro, foram notificados dois surtos de caxumba, com um total de 8 casos. 

O número é bem inferior ao total de casos registrados no mesmo período do ano passado, quando ocorreram 23 surtos e 98 pessoas ficaram doentes.

A caxumba não é uma doença de notificação compulsória, ou seja, as pessoas não são obrigadas a comunicar o governo quando estão doentes. Essa obrigação só acontece quando o surto é registrado em uma escola ou algum outro tipo de instituição fechada. Por causa disso, o número de pessoas que pegaram caxumba nos últimos meses pode ser maior.

Surtos na região Sul do Brasil

No ano passado, a região sul do Brasil chamou atenção pelo número de casos, principalmente o estado do Paraná. De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde do Paraná, durante todo o ano, foram registrados 17 surtos nos municípios de Ponta Grossa, Rio Negro, Araucária, Turvo, Nova Laranjeiras, União da Vitória, Francisco Beltrão, Londrina, Ortigueira e Cândido de Abreu.

Ao todo, 323 pessoas ficaram doentes. Destas, 202 eram vacinadas, o que representa 62,5% dos casos.

Entre os pacientes está o biólogo Rafael Marques. Vacinado quando criança, ele pegou a doença aos 30 anos, assim como muitos colegas de trabalho. “Fui informado na emergência que havia um tipo diferente de vírus circulando”, conta.

Em 2007, o Instituto Adolfo Lutz, de São Paulo, chegou a identificar um novo subtipo do vírus da caxumba. Mas, de acordo com pesquisas realizadas na época, ele poderia ser combatido pela vacina.

Vacina contra caxumba

A vacina que previne a caxumba é a tríplice viral, a mesma do sarampo e da rubéola. Ela deve ser aplicada em duas doses a partir dos 12 meses de idade, com intervalo mínimo de 30 dias.

Quem tomou apenas uma dose deve tomar a segunda, independentemente da idade. Não é necessário tomar a primeira novamente. 
O Ministério da Saúde recomenda que crianças acima de 4 anos, adolescentes e adultos até 29 anos que ainda não foram vacinados contra a caxumba tomem duas doses de tríplice viral. Adultos entre 30 e 49 anos devem tomar uma dose da mesma vacina.

Grávidas não podem se vacinar contra caxumba. Como a dose da vacina é feita com o vírus atenuado, pode causar problemas de má-formação no feto, segundo a infectologista.

Quem não se lembra se tomou a vacina quando criança, pode tomar mais uma vez.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Imunização, a eficácia da vacina em pessoas que tomaram as duas doses pode variar entre 80% e 90%.

Amanda explica que é possível que, durante um surto, uma pessoa que tomou as duas doses da vacina seja infectada pelo vírus da caxumba, mas isso é extremamente raro. Da mesma forma, é muito difícil que quem já teve a doença tenha mais uma vez.

Sintomas e tratamento

Como acontece com a maioria das doenças virais, não existe um tratamento específico para caxumba, apenas medicamentos para controlar a dor e diminuir a febre. Os sintomas são inchaço das glândulas salivares, que estão localizadas abaixo da mandíbula, febre, mal-estar e dores musculares.

Algumas pessoas pensam que se pode pegar caxumba de um lado e depois do outro. Mas não é desta forma que a doença se manifesta. O vírus entra no organismo e causa uma inflamação. O inchaço pode variar de uma pessoa para a outra ou acontecer só de um lado. De acordo com a infectologista, isso não significa que o paciente possa pegar caxumba “no outro lado” depois.

A principal indicação médica é o repouso absoluto.

Também é importante evitar alimentos que estimulem a produção de saliva, como os mais ácidos e que exigem muita mastigação. De acordo com a infectologista, a caxumba provoca infecção em uma glândula chamada parótida, responsável pela produção de saliva. Enquanto estiver doente, esta glândula precisa descansar.

Como é uma doença altamente infecciosa, ou seja, passa de uma pessoa para a outra com facilidade, através das vias respiratórias e da saliva, os infectados devem ser isolados durante o tratamento. O uso de máscaras, como a do Geraldo Luís, é recomendado para evitar o contágio. A doença fica incupada por até duas semanas e se manifesta durante cerca de dez dias. 

Em seu perfil no Instagram, o apresentador agradeceu as mensagens de carinho recebidas e contou que saiu do hospital nesta segunda-feira (5) para ficar de repouso em casa.

Passando aqui para agradecer as milhares de mensagens de carinho e preocupação de vocês. Sai do hospital graças a Deus e já em casa hoje. Repouso absoluto por causa da caxumba. Muita dor pelo corpo e ainda muito inchado no rosto. Cada mensagem linda de vocês, obrigado meus queridos pelas orações. Isso me eleva na Alma. Beijos a todos. Mais uma vez OBRIGADO por tantas mensagens que chegam como remédio. Vocês são especiais em minha vida. Uma publicação compartilhada por Geraldo Luis (@geraldobalanca) em 5 de Mar, 2018 às 6:15 PST

 

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