Crianças entre 1 e 4 anos devem receber vacina contra sarampo e pólio
Agência Brasil

A campanha de vacinação contra o sarampo e a poliomielite termina nesta sexta-feira (31), mas o Ministério da Saúde divulgou nesta quarta-feira (29) que a orientação é que cidades que não atingiram a meta mantenham postos de saúde abertos no sábado (1º).

Não foi divulgado quais cidades estão nessa condição. Mais de 3 milhões de crianças ainda não foram vacinadas em todo o Brasil.

A última atualização enviada pelos Estados ao Ministério mostra que, até esta terça-feira (28), 70% das crianças brasileiras haviam sido vacinadas. Em todo o país, foram aplicadas mais de 15,7 milhões de doses das vacinas, sendo cerca de 7,8 milhões de cada, segundo o Ministério.

A pasta afirma que todas as crianças com idade entre 1 e 4 anos devem receber doses de sarampo e poliomielite, independentemente de situação vacinal.

A poliomielite foi erradicada no Brasil em 1989, já o sarampo havia sido eliminado em 2016, mas voltou a ser registrado este ano.

A vacina contra o sarampo engloba duas doses. A primeira dose é da tríplice viral, que protege também contra caxumba e rubéola e deve ser dada logo após a criança completar 1 ano. A segunda dose é a tetraviral, que inclui a proteção à varicela (a catapora), aos 15 meses (1 ano e três meses de vida). Devido ao surto da doença, em Roraima e no Amazonas a vacina do sarampo está sendo recomendada a partir dos 6 meses de vida.

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Caso haja atraso na vacinação, crianças de até 4 anos ainda poderão receber as vacinas. Quem não foi vacinado e não teve a doença entre 5 e 29 anos de idade deve tomar duas doses da vacina tríplice viral. Pessoas não vacinadas e que também não tiveram a doença entre 30 e 49 anos devem receber apenas uma dose, segundo a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

O sarampo é uma doença altamente contagiosa, que pode ser transmitida de maneira direta, em contato com as secreções da pessoa contaminada ao tossir, espirrar e falar e, indireta, por meio do ar. Basta estar no mesmo ambiente para ser infectado.

Os principais sintomas são febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas vermelhas no corpo. Entre as complicações estão a pneumonia e a encefalite.

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A infecção por sarampo fornece imunidade permanente, portanto, quem já teve a doença não terá pela segunda vez.
Já a imunização contra a poliomielite é composta por cinco doses de vacina. As duas primeiras doses, aos 2 e 4 meses de idade, são injetáveis. As outras duas, aos 6 meses, 15 meses e 4 anos, são por via oral, as famosas gotinhas.

A poliomielite, também chamada de paralisia infantil, é transmitida pelas secreções ou fezes da pessoa infectada. O vírus é eliminado pelas fezes e pode contaminar a água e alimentos.

Crianças pequenas, que ainda não adquiriram completamente hábitos de higiene, correm maior risco de contrair a doença, segundo a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

Entre os sintomas estão febre, mal-estar e rigidez na nuca. A infecção pode afetar o sistema nervoso, levando à flacidez muscular e paralisando braços e pernas de maneira irreversível.

A cobertura vacinal contra a poliomielite caiu 20 pontos percentuais nos últimos anos. De 100% em 2011 foi para 78% em 2017, ano do último balanço do Ministério da Saúde.

Em relação ao sarampo, também houve queda, que chega a 30 pontos percentuais – em 2017, a cobertura da primeira dose foi de 85% e da segunda, de apenas 70%.

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