Hipopótamos de Escobar geram ‘crise’ na Colômbia
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“As pessoas se esqueceram dos hipopótamos.” É esta a conclusão do biólogo David Echeverri sobre os famigerados hipopótamos de Pablo Escobar, deixados em uma propriedade no departamento de Antióquia, da Colômbia, onde o traficante vivia até ser morto por policiais em 1993. Echeverri trabalha na CORNARE — órgão responsável pela preservação do meio ambiente na região — e deu entrevista à rede de notícias americana CBS News na última sexta-feira (9).

Segundo Echeverri, há atualmente uma população estimada de 50 hipopótamos que adotaram o Rio Magdalena, um dos mais importantes do país, como lar. São todos descendentes de quatro mamíferos importados por Escobar na década de 1980 para seu zoológico particular.

Quando o traficante foi morto, os demais bichos de sua coleção — como rinocerontes, elefantes e girafas — foram transportados para outros centros de vida animal. Só os hipopótamos ficaram.

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Na área, eles não encontram predadores e têm água e comida em abundância. O problema, de acordo com o biólogo, é que os gigantes têm se aproximado cada vez mais de zonas onde as pessoas circulam e podem atacá-las se sentirem que estão invadindo seu território. Há ainda a preocupação de que estejam influenciando no tamanho de populações nativas da região, como a do peixe-boi.

Por ora, as autoridades quebram a cabeça para encontrar uma solução para o problema. Se o número de hipopótamos continuar crescendo, é questão de tempo até que alguma pessoa seja atacada. “Não podemos simplesmente matá-los e a outra solução seria realocá-los e esterilizá-los”, disse ainda Echeverri, finalizando que a segunda opção seria um processo caro e perigoso.

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