Mais de 30 milhões de vacinas contra a covid-19 foram aplicadas no Brasil
Divulgação/Instituto Butantan

Com 13.445.006 casos confirmados e 351.334 óbitos por covid-19, o Brasil é o 16º em número de vítimas fatais por milhão de habitantes e o segundo em números absolutos, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. A situação se demonstra ainda mais preocupante pela aceleração na média móvel de mortes semanais. Desde 21 de fevereiro, a curva de óbitos em um intervalo de sete dias não para de crescer.

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Naquela data, o país contabilizava uma taxa de 4,88 óbitos por milhão de habitantes. Na semana que terminou neste sábado (10), o índice chegou aos 14,21, ou seja, um ganho de 191,1% no ritmo na taxa de mortalidade.

Em relação aos Estados Unidos, país com mais mortes acumuladas no mundo, em 21 de fevereiro, a taxa de óbitos por covid-19 era de 5,71 por milhão de habitantes. Nesta sexta, o índice havia caído para 2,96.

Cabe ressaltar que lá foram aplicadas 54,86 vacinas para cada 100 habitantes, enquanto o brasil chegou à marca de 14,1. Ou seja, uma diferença de quase quatro vezes na análise proporcional dos dados.

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Em números absolutos, os EUA injetaram 183,47 milhões de imunizantes nos braços de seus cidadãos. Já o Brasil aplicou 30.163.771 milhões de seringas, seis vezes menos comparado aos norte-americanos.

Os dados foram compilados pelo R7 com base no vacinômetro, Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) e no Our World in Data, plataforma que reúne informações sobre a pandemia em todo o mundo e organizadas por pesquisadores da Universidade de Oxford, do Reino Unido.

Líder na aceleração dos óbitos

O Brasil não está na frente apenas dos EUA quando se analisa taxa de mortalidade por covid-19. O País tem a maior curva acelerada de mortes entre as cinco nações com mais óbitos.

Painel do site Our World in Data, organizado por pesquisadores da Oxford
Reprodução/Our World in Data

O México, por exemplo, onde quase 210 mil pessoas perderam a vida pela doença, tinha, até sábado (10), índice de 5,76. Para comparar com o Brasil, em 21 de fevereiro, quando a taxa começou a subir aqui e não parou mais, o índice lá era de 6,54 óbitos a cada 100 habitantes. Portanto, no México a curva de mortes semanais perdeu ritmo.

Total de mortes (números absolutos)

Estados Unidos – 561.783
Brasil – 351.334
México – 209.212
Índia – 169.275
Reino Unido – 127.324
Itália – 113.923

Total de mortes (por milhão de habitantes)

República Tcheca – 2.589,79
San Marino – 2.504,57
Hungria – 2.402,71
Bósnia e Herzegovina -2.224,45
Montenegro – 2.173,35
Bulgária – 2.065,35
Bélgica – 2.021,45
Macedônia – 2.007,32
Eslovênia -1.977,94
Eslováquia – 1.920,82
Itália – 1.884,21
Reino Unido – 1.875,56
Estados Unidos – 1.697,22
Portugal – 1.685,38
Peru – 1.658,38
Brasil – 1.622,64

Média móvel de mortes semanais (por milhão de habitantes)

Brasil – 14,21
Itália – 7,61
México – 5,76
EUA – 2,96
Reino Unido – 0,54
Índia – 0,48

Média móvel de mortes semanais em 21/02/2021 (por milhão de habitantes)

Reino Unido – 7,20
México – 6,54
Estados Unidos – 5,71
Itália – 5,06
Brasil – 4,88
Índia – 0,07

Balanço

Neste sábado (10), o Brasil registrou 2.616 mortes por covid-19 nas últimas 24 horas, de acordo com os dados enviados pelos estados ao Ministério da Saúde e ao Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde). O número de novos casos diganosticados da doença até as 18h de ontem é de 71.832.

O Ministério da Saúde indica ainda que 11.838.564 pacientes já se recuperaram da covid-19. Outras 1.255.108 pessoas estão em acompanhamento.

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