A campanha “Maio Roxo” tem o objetivo de trazer mais informações sobre as doenças inflamatórias intestinais (DII). As principais delas são a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa. Tratam-se de doenças crônicas com sintomas e tratamentos muito parecidos, sendo diferenciadas
apenas pelo local onde se desenvolvem. O Crohn pode afetar todo o aparelho digestivo, já a retocolite acomete apenas o intestino grosso*Estagiária do R7 sob supervisão de Deborah GianniniDoença de Crohn: doença crônica inflamatória imunológica que pode
afetar todo o sistema digestivo, em especial as paredes do intestino. As
lesões são salteadas e acometem toda a espessura do órgão. O processo
inflamatório pode abranger da boca ao ânus e, em casos mais graves, gerar fístulas (ruptura na parede do intestino), obstrução
intestinal e perfuração que exigem intervenções cirúrgicasRetocolite ulcerativa: doença crônica inflamatória imunológica que
acomete principalmente as paredes do intestino grosso. As lesões são contínuas
e superficiais e causam sangramento intestinal. A longo prazo, em torno de dez anos, a doença pode
evoluir para um câncerCausas: tanto a doença de Crohn quanto a retocolite ulcerativa não possuem causas identificadas. Sabe-se que as doenças possuem ligação com fatores hereditários e imunológicos. Não há formas de se prevenir. Fatores externos, como o estresse e a ansiedade podem agir como gatilho no aparecimento das doençasSintomas: em ambas as doenças, os sintomas são semelhantes. Entre
os principais, estão diarreia frequente, cólica abdominal, náuseas, perda de
apetite, fadiga, perda de peso e sangramento retal (no ânus), perceptível por
manchas de sangue no papel higiênico e roupa íntima. O sangue também pode ser
percebido no vaso sanitário, conforme a quantidade da hemorragiaDiagnóstico: é realizado por exames de imagem, como a colonoscopia e endoscopia digestiva baixa. Esses exames podem identificar ferimentos característicos da doença. Caso haja presença de pólipo, é feita uma biópsia para a conclusão do diagnóstico. Exames de sangue também podem ser úteis no diagnóstico na Doença de Crohn. No caso da retocolite, o exame de sangue pode ajudar a identificar consequências, como a anemia, em razão da falta de absorção de nutrientes e sangramentosAcompanhamento: o paciente deve fazer acompanhamento com um
gastroenterologista e nutricionista. É importante também que o paciente tenha
apoio emocional, tanto por psicólogos, quanto por parte da famíliaTratamentos e cura: as doenças não têm cura, porém, possuem
tratamento. Conforme o diagnóstico entre a doença de Crohn e a retocolite
ulcerativa, o tratamento pode ser feito por remédios de via oral, ou intravenosa
(remédios administrados por injeções ou cateteres). Esses remédios farão com
que o paciente tenha uma diminuição ou ausência de sintomas. O paciente também
deve ter uma alimentação balanceadaComplicações: caso não sejam tratadas, as doenças podem levar a quadros de anemia, falta de nutrientes, obstrução intestinal, abcessos e perfuração intestinal. Na Doença de Crohn, é comum evoluir para fístulas perianais (feridas formadas entre o final do intestino e a pele do ânus). Na retocolite ulcerativa, é preciso ter cuidado para não evoluir para câncer colorretal

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