Covid-19 deve continuar crescendo no RJ, segundo UFRJ
Celso Barbosa/ Cógido19/ Estadão Conteúdo – 15/01/2022

Um levantamento elaborado pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) mostra que os casos de Covid-19 devem continuar crescendo drasticamente pelas próximas duas semanas em território fluminense.

O Covidímetro divulgado neste fim de semana, nos dias 22 e 23 de janeiro, avaliou as notificações em nível estadual do período de 9 a 15 deste mês.

De acordo com os pesquisadores do Coppe (Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia) e Iesc (Instituto de Estudos em Saúde Coletiva), há um possível decaimento dos casos nas quatro semanas posteriores. Apesar das mudanças rápidas, o cenário atual é de risco muito alto. 

Ao R7, o professor Guilherme Horta Travassos, um dos responsáveis pela pesquisa, fez um alerta sobre o grande número de pessoas infectadas: “Mesmo que não gere uma alta taxa de internação hospitalar, [elas] comprometem todo o sistema, e [isso] pode nos levar a um colapso nos diferentes setores de serviço. Este é o maior risco!”. 

Interferência do apagão de dados

Com o recente apagão de dados do novo coronavírus no sistema do Ministério da Saúde, o levantamento dos números ficou parcialmente comprometido. Apesar disso, um dos principais fatores considerados na pesquisa da UFRJ apontou crescimento drástico no estado do Rio. 

Esse fator é denominado R, que avalia o risco da pandemia.

Travassos explicou ainda que, apesar do apagão, o R está aumentando desde a semana anterior ao Natal. “Não foi simplesmente um ‘pulo’, mas algo que vinha ocorrendo”, comentou o pesquisador.

Covidímetro da UFRJ avalia risco alto e crescente da pandemia de Covid-19 no RJ
Reprodução/Coppe – UFRJ

Na semana avaliada, do dia 9 ao dia 15 deste mês, as cidades do Rio, Niterói, Duque de Caxias, São Gonçalo, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Petrópolis, Belford Roxo, Nilópolis, Mesquita, Magé, Teresópolis e Queimados apresentaram o risco em 2,57, considerado muito alto. 

Embora seja um indicativo para lockdown, o professor Guilherme Travassos destacou que agora vivemos outro cenário. “Diferentes fatores devem ser considerados, pois a realidade hoje é diferente daquela de 2020”, afirmou. 

A Secretaria Municipal de Saúde do Rio enfatizou que não há recomendação para lockdown neste momento. Além disso, a pasta tem um representante formal da UFRJ no Comitê Especial de Enfrentamento à Covid-19, o médico infectologista Alberto Chebabo, que também não recomenda o fechamento do município. 

* Estagiária do R7, sob supervisão de PH Rosa

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