Rússia e Estados Unidos lideram estudo feito por pesquisador britânico
Evgenia Novozhenina/Reuters – 08.11.2021

Um estudo feito por um pesquisador do Reino Unido estima que 28 milhões de anos de vida tenham sido perdidos em 31 países por mortes causadas pela pandemia do novo coronavírus em 2020. Rússia, Estados Unidos e Bulgária são as nações que viram a população viver menos por causa da Covid-19.

O levantamento, feito pelo professor Nazrul Islam e divulgado pelo Jerusalem Post, avaliou o número de mortos de 37 países e usou como parâmetro a expectativa de vida das populações e a idade das pessoas que morreram por causa da Covid-19.

A alta taxa de anos de vida perdidos por cidadãos da Rússia, Estados Unidos e Bulgária aponta o grande número de mortes de pessoas com 65 anos ou menos nesses países. Lituânia e Polônia completam a lista das nações mais afetadas no estudo de Islam.

A Rússia teve a maior perda de anos de vida: dois anos e quatro meses, em média, entre os homens e dois anos e dois meses entre as mulheres. Nos EUA, a queda foi de dois anos e três meses (homens) e dois anos e  dois meses (mulheres). Na Bulgária, os resultados para homens e mulheres foram, respectivamente, um ano e onze meses e um ano e quatro meses. As quedas na Lituânia foram de um ano e dez meses e um ano e três meses.

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No total, 31 países perderam 222 milhões de anos de vida, entre os quais 28,1 milhões estão acima da expectativa.

Outros seis países estudados pelo pesquisador britânico apresentaram estabilidade na comparação entre os parâmetros de expectativa de vida e idade dos mortos pela Covid-19: Coreia do Sul, Dinamarca, Islândia, Noruega, Nova Zelândia e Taiwan.

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Entre os seis povos, noruegueses, neozelandeses e taiwaneses viram a expectativa de vida em seu país subir durante a pandemia do novo coronavírus, seguindo a metodologia da pesquisa de Islam. Para o britânico, o acesso universal à saúde é vital durante momentos como este.

“Saúde certamente é um fator crucial”, explica Islam. “A capacidade de responder às emergências como a pandemia e a igualdade de acessar serviços de saúde [foram determinantes na pandemia]”.

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