A profissão de cuidador cresceu devido ao envelhecimento da população
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Cuidador de idosos é a profissão que mais cresce no Brasil, ultrapassando a de professor de educação infantil, que figura em segundo lugar.

O dado integra a Rais (a Relação Anual de Informações Sociais) divulgada pelo Ministério do Trabalho.

O número de pessoas trabalhando como cuidador de idosos aumentou 547% nos últimos dez anos, passando de 5.263 profissionais, em 2007, para 34.051, em 2017. A maioria (85%) é mulher com ensino médio completo.

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A expectativa de vida do brasileiro é de 76 anos, segundo o IBGE. Há mais de 24 mil centenários no país, de acordo com dados do último Censo, de 2010.

Em 40 anos, a população idosa no Brasil deve triplicar, passando de 19,6 milhões, o que corresponde a 10% da população brasileira, em 2010, para 66,5 milhões de pessoas, em 2050 (29,3%), também de acordo com o IBGE.

O ano da “virada”, quando o número absoluto e o porcentual de brasileiros com 60 anos ou mais de idade vão ultrapassar o de crianças de 0 a 14 anos, será 2030. Além do aumento no número de idosos, a taxa de fecundidade no Brasil é de 1,7, índice abaixo do nível de reposição populacional, de 2,2, o que também interfere nesse quadro.

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São Paulo é o Estado onde a atividade mais se expandiu, com 11.397 postos de trabalho criados nesse período. Em seguida estão Minas Gerais, com 4.475 vagas, e Rio Grande do Sul, com 2.288.

A profissão de professor de nível superior na educação infantil, que está em segundo lugar, apresentou um aumento de 398%. Em 2007 eram 8.513 professores, em 2017, 42.391. Chama a atenção o acréscimo de homens nessa área, com idade entre 30 e 49 anos.

Já a atividade de preparador físico ocupa a terceira posição. O crescimento foi de 327% no período. Eram 6.932 profissionais em 2007, subindo para 20.952 em 2017. A maior parte é homem entre 25 a 39 anos.

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Em quarto está a agroindústria, com a profissão de operador de colheitadeiras. Essa atividade cresceu 253%, passando de 4.282 trabalhadores, em 2007, para 15.110, em 2017. Também é uma profissão dominada por homens entre 25 e 49 anos.

Já na quinta posição estão os analistas de informações (pesquisadores de informações de rede), com um aumento de 224% em 10 anos. Entre 2007 e 2017 foram 8.991 vagas de emprego. A maioria dos profissionais também é do sexo masculino.

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