Anitta é uma das precursoras do Stiletto e usa o estilo em suas coreografias
Reprodução/Instagram da Anitta

A prática de Stiletto, dança com salto-alto, pode ocasionar problemas na lombar a longo prazo, segundo o ortopedista Marco Tulio Costa, presidente da Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé (ABTPé).

Ele explica que o uso de salto muda o centro de gravidade do corpo e sobrecarrega a região, o que pode ocasionar dores crônicas e protusão discal, fase inicial da hérnia de disco. Segundo ele, o tempo para surgirem os problemas pode variar, mas a média é de mais de um ano de prática.

“Isso acontece porque o peso do corpo fica concentrado na parte da frente do pé nesse tipo de dança. É o mesmo que ocorre com bailarinas. Elas também concentram o peso corporal nessa região, assim como as que utilizam saltos”, afirma.

O ortopedista ressalta que, além das costas, o Stiletto pode trazer consequências negativas para os pés como formação de calos, joanetes e deformidade nos dedos.

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O Stiletto foi criado em 1990 por Dana Foglia, coreógrafa, bailarina e professora da Broadway Dance Center, nos Estados Unidos. Ela idealizou o estilo a partir da necessidade dos artistas de dançar com salto nas apresentações de musicais.

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A dança teve como precursoras artistas como Madonna, Beyonce e, no Brasil, Anitta. O nome faz referência a um modelo de sapato de salto fino. O Stiletto mistura movimentos de hip hop, jazz e vogue e o uso do salto alto é obrigatório. Hoje diversas academias ensinam a modalidade.

Segundo o ortopedista, a praticante dessa dança deve usar o salto mais baixo possível e sapatos confortáveis no restante do dia, preferencialmente tênis com amortecedor. Jailton Silva, professor desse tipo de dança, explica que a altura do salto mais indicada é de 8 a 10 cm sem meia-pata, mas isso não impede que alunas iniciantes utilizem saltos mais baixos. Além disso, o melhor é que sejam do modelo Ankle Boot, pois são fechados e dão mais estabilidade.

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As iniciantes passam por uma preparação antes de começar as coreografias, como aprender a caminhar no salto e se equilibrar. Silva ressalta que é importante se alongar antes e depois da aula para evitar problemas.

O Stiletto também traz benefícios para a saúde, segundo o professor da modalidade. O principal deles é o aumento da autoestima. Ele afirma que desenvolveu uma pesquisa de iniciação científica sobre o tema durante sua formação em Educação Física no Centro Universitário Central Paulista (UNICEP). “As 23 alunas participantes da pesquisa apresentaram mudança de comportamento e melhora na qualidade de vida”, diz.

*Estagiária do R7 sob supervisão de Deborah Giannini

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