<img src=’https://img.r7.com/images/termometro-registra-altas-temperaturas-na-lapa-em-sao-paulo-15122023085258847′ /><br />

Termômetro registra alta temperatura na região da Lapa, em São Paulo
ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO – 7/12/2023

Diante do aquecimento global e das intensas ondas de calor, com temperatura que ultrapassa os 40°C em diversas cidades brasileiras, o chamado "choque térmico" entre ambientes pode ser perigoso, especialmente para aqueles com doenças preexistentes, como pacientes cardíacos.

Qualquer mudança brusca de temperatura no organismo é percebida como um estresse e exige adaptação do corpo. E, em meio ao calor, é comum que as pessoas fiquem muito expostas ao sol ou recorram ao uso excessivo do ar-condicionado.

Veja também

Saúde
Suplementos alimentares, como os vendidos por Cariani, são bons, mas sem exageros

Saúde
Vacina contra câncer de pele pode estar disponível em 2025, diz farmacêutica

Saúde
Biscoito com farinha de gafanhoto surge como alternativa à desnutrição infantil

• Clique aqui e receba as notícias do R7 no seu WhatsApp
• Compartilhe esta notícia no WhatsApp
• Compartilhe esta notícia no Telegram
• Assine a newsletter R7 em Ponto

Ao sair de um ambiente muito quente para um local frio, como entrar na água gelada após horas ao sol, os vasos sanguíneos se contraem. Com isso, há um aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca, o que pode levar a uma sobrecarga do coração e até causar arritmias.

Por outro lado, segundo médicos ouvidos pela Agência Einstein, mudar de repente do frio para o calor excessivo provoca uma vasodilatação e uma queda de pressão. Dependendo do estado de saúde e das condições da pessoa, ela pode sentir tonturas ou sofrer até um desmaio.

Por isso, os especialistas recomendam que portadores de doenças crônicas evitem se expor a contrastes bruscos de temperatura. "Isso não costuma causar problemas na maioria das pessoas, tanto que não vemos muitos relatos no dia a dia, mas quem tem doenças já estabelecidas deve tomar mais cuidado", diz o cardiologista Marcelo Franken, gerente de cardiologia do Hospital Israelita Albert Einstein.

A recomendação vale especialmente para quem sofre de transtornos circulatórios ou cardíacos, como insuficiência, além dos idosos. Segundo o cardiologista, essas pessoas só devem utilizar sauna, por exemplo, com a autorização do médico, e devem evitar entrar em banheiras com gelo após a exposição ao calor. Na praia ou na piscina, caso estejam com o corpo muito quente, a recomendação é refrescar-se gradualmente antes de entrar diretamente na água.

Alimentação no calor

Além disso, mesmo quem não tem problemas de saúde deveria evitar nos dias mais quentes alimentos muito calóricos, que produzem calor, como gorduras e açúcar. O melhor é optar por alimentos leves, como saladas, legumes e frutas. Outra orientação médica é ficar atento à hidratação e dar preferência ao consumo de água — e não bebidas alcoólicas —, além de buscar ambientes arejados e protegidos do sol.

É importante lembrar, ainda, que ambientes com ar-condicionado são mais secos, resultando no ressecamento das mucosas e dos cílios, responsáveis pela filtragem do ar no sistema respiratório. Por isso, recomenda-se o uso de soro fisiológico nos olhos e nas narinas. O esforço contínuo do organismo para se adaptar entre ambientes extremamente quentes e frios também pode comprometer a imunidade, facilitando infecções em pessoas mais suscetíveis.

CategorySaúde

Copyright © 2016 - Plena Jataí. Todos os direitos reservados.

Clínica/Laboratório: (64) 3631-5080 | (64) 3631-5090
Farmácia: (64) 3631-8020 | (64) 3631-8030
Imagem: (64) 3631-6001