Presidente passou por cirurgia nesta segunda-feira (28)
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Nesta segunda-feira (28), Jair Bolsonaro passou pelo último procedimento cirúrgico para o fechamento da colostomia. O presidente passou por uma série de cirurgias após ser esfaqueado em uma passeata em setembro, durante sua campanha eleitoral na cidade de Juiz de Fora (MG).

A facada provocou uma perfuração no intestino grosso, três no intestino delgado e uma na veia mesentérica superior, que leva sangue para parte do intestino. Para prevenir infecções, foram retirados 10 cm do intestino grosso de Bolsonaro, redirecionando as fezes que iriam para o ânus, para uma bolsa coletora.

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De acordo com o gastroenterologista e cirurgião do aparelho digestivo Delta Madureira, presidente do CBCD (Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva), a cirurgia trata-se da união das duas partes do intestino grosso que foram separadas, sendo a primeira extremidade costurada à parede do abdôme e ligada à bolsa coletora, a qual continuou funcionando, e a segunda extremidade, também costurada ao abdôme, que ficou sem funcionamento até a religação das duas partes na cirurgia de anastomose. 

O médico explica que, para ocorrer a ligação entre as beiradas do órgão, é necessário verificar a vascularização e recuperação do intestino grosso.

Quando é percebido que o órgão encontra-se em bom estado, é feita uma incisão de até 10 centímetros, e as duas partes são conectadas com um grampeador cirúrgico, retirando a bolsa.

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Em casos que a vascularização da parte do intestino que ficou ligada à bolsa coletora estiver alterada, ou houver pouca aderência ou torções, é necessário ligar a primeira extremidade um pouco mais abaixo na parte que ficou sem a bolsa. Em alguns casos, pode ser necessária a retirada de uma pequena parte do intestino para que seja feita uma ligação com maior segurança.

Madureira afirma que, em casos que necessitam da retirada de uma parte do intestino, a cirurgia se torna um pouco mais longa, mas não oferece qualquer risco à saúde. Nessas ocasiões, a incisão para a cirurgia também é maior, sendo um corte de, aproximadamente 15 centímetros.

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O especialista afirma que a recuperação leva em torno de uma semana, período em que o paciente fica em observação no hospital para checar o funcionamento do intestino. De acordo com o gastroenterologista, o órgão leva de três a cinco dias para voltar a funcionar normalmente.

*Estagiária do R7 sob supervisão de Ingrid Alfaya

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