Passageiros que chegarem a Nova York vindos de Wuhan serão examinados
05.01.2014/EFE/EPA/JASON SZENES

As autoridades dos Estados Unidos decidiram examinar a partir desta sexta-feira passageiros que entram no país pelos aeroportos de Los Angeles, San Francisco e Nova York para evitar uma possível propagação de um novo coronavírus, similar ao que provoca a Síndrome Aguda Respiratória Grave (Sars), descoberto na China.

Os três aeroportos são os que recebem a maior parte dos voos diretos ou com conexões que partem de Wuhan, a primeira a registrar casos da doença. Hoje, as autoridades da China confirmaram a segunda morte provocada pelo novo vírus na cidade, de 11 milhões de pessoas, que fica na região central do país.

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“Para proteger ainda mais a saúde dos cidadãos americanos diante da emergência deste novo coronavírus, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) está começando as verificações em três portas de entrada. As pesquisas sobre este novo coronavírus estão em andamento. Estamos acompanhando e respondendo à situação na medida em que ela avança”, disse Martin Cetron, diretor do órgão, em comunicado.

Sintomas e riscos

Os sintomas para o coronavírus de Wuhan são febre e cansaço, acompanhados de tosse seca e, em muitos casos, de dispneia (dificuldade para respirar). Até o momento, são 41 casos confirmados da doença. Do total, 12 pacientes receberam alta, cinco continuam em estado grave e 119 estão sendo acompanhadas por médicos chineses.

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Há também dois casos registrados em países vizinhos à China: um na Tailândia e outro no Japão. Por esse motivo, a Organização Mundial de Saúde (OMS) já começou a tomar medidas para prevenir que o novo coronavírus se espalhe pelo mundo.

Segundo a OMS, laboratórios chineses sequenciaram o genoma do vírus e divulgaram esses dados com a comunidade internacional para ajudar em possíveis diagnósticos de casos fora do país.

O surto gerou alerta por lembrar uma situação vivida em 2003, quando o Sars se espalhou por todo o território chinês e matou 646 pessoas apenas no país, além de outras 167 em todo o mundo, de acordo com dados da OMS.

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