Greve dos caminhoneiros completa oito dias
Correio do Povo – Cidades

Hospitais públicos e privados da cidade de São Paulo enfretam distintos problemas, além da falta de doadores de sangue, um desafio comum, como consequência da paralisação dos caminhoneiros, que chega ao oitavo dia no país.

Hospitais municipais de São Paulo continuam mantendo apenas as cirurgias de emergência, informou a Secretaria Municipal de Saúde nesta segunda-feira (28).

As chamadas cirurgias eletivas – ou seja, agendadas – continuam suspensas “diante da necessidade de reservas de insumos para os atendimentos de urgência e emergência”, segundo a secretaria.

O órgão afirma que os pacientes que tiveram cirurgias suspensas serão contatados para que sejam remarcadas “como prioridade”.

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Também permanecem suspensos a remoção de pacientes para exames eletivos e os exames de rotina nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) devido à falta de combustível, de acordo com a secretaria. 

A Santa Casa de São Paulo, maior complexo hospitalar privado e filantrópico da América Latina, que atende gratuitamente, informou que o atendimento de emergência e urgência está funcionando normalmente, mas “os atendimentos eletivos ficaram comprometidos”.

“Nossas ambulâncias estão abastecidas e a previsão de duração do combustível depende do nível de utilização. Acompanhamos com preocupação a situação do abastecimento de gêneros alimentícios, materiais e medicamentos do hospital. Os estoques estão sendo avaliados diariamente para direcionar as condutas a serem tomadas”, afirmou por meio de nota.

Já o Hospital das Clínicas informou nesta segunda-feira (28) que as cirurgias eletivas para pacientes internados foram liberadas para hoje, pois os estoques de sangue subiram com as doações realizadas no sábado (26). O hospital não sofre falta de insumos.

Os demais atendimentos, como urgência e emergência, continuam ocorrendo normalmente, segundo o hospital. Mas o HC ressalta que é preciso que as doações de sangue permaneçam ocorrendo para que os atendimentos sejam mantidos. As pessoas interessadas devem procurar a Fundação Pró-Sangue.

Escassez de comida e roupa limpa

Já os hospitais particulares se manifestaram por meio da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp). Em comunicado divulgado neste domingo (27) e assinado por mais de 100 hospitais, entre eles Sírio-Libanês, A.C. Camargo Cancer Center, Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital e Maternidade São Luiz, Hospital Infantil Sabará, entre outros, a Anahp apresenta uma série de dificuldades enfrentadas como consequência da paralisação dos caminhoneiros.

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Entre elas, o acesso dos médicos e demais funcionários dos hospitais para chegarem às instituições, o que, muitas vezes impede o atendimento aos pacientes; a escassez de alimentos para a dieta dos pacientes internados; ambulâncias paradas por conta da falta de combustível; escassez de rouparia limpa nas instituições, já que grande parte dos hospitais terceiriza o serviço de lavanderia; e problemas no recolhimento do lixo hospitalar.

“Além da falta de insumos aos hospitais em todo Brasil, como já reportado anteriormente, depara-se também com a falta de medicamentos essenciais para o tratamento dos pacientes, por exemplo, quimioterápicos e produtos para diálise”, diz o comunicado

Assim como o Hospital das Clínicas, o Anahp chama a atenção para a importância do aumento do número de doadores de sangue, que diminuiu “por causa da escassez de transporte”, segundo a nota. “É extremamente preocupante o estoque de sangue nos bancos de sangue dos hospitais”, informa.

Segundo o Ministério da Saúde, todos os estados estão sendo acompanhados e as demandas, mapeadas. “As necessidades estão sendo atendidas com o apoio das forças federais, estaduais e municipais. Ainda não há um balanço geral das iniciativas dos três entes federados. Em reunião realizada neste domingo (27) foram garantidas medidas emergenciais, com o apoio de aeronaves da FAB e escoltas, para transportes de insumos e medicamentos aos estados brasileiros”, diz a nota.

O Ministério da Saúde informou que a pasta integra a “sala de crise do governo federal” com o objetivo de evitar interrupções de serviços essenciais.  Coloca como prioridade “dar continuidade a atendimentos de emergência em hospitais, garantir o transporte sanitário a rede de hemoderivados e insumos e a rede assistencial”.

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