Vacina febre amarela
Edu Garcia/R7

A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) informou nesta quarta-feira (11) que o reforço da vacina contra a febre amarela, ou seja, uma segunda dose após dez anos, deve ser considerado em casos de pessoas que estão expostas ao risco da doença, principalmente aquelas que foram vacinadas com menos de dois anos de idade.

“A SBIm acompanhou o Ministério da Saúde, mas continuamos entendendo que, onde existe risco da doença, deve-se pensar em duas doses, principalmente em crianças que são vacinadas muito cedo”, afirma o pediatra infectologista Renato Kfouri, vice-presidente da entidade.

O posicionamento da SBIm foi publicado no calendário vacinal para o segundo semestre de 2018 e começo de 2019. “Não há consenso sobre a duração da proteção conferida pela vacina. De acordo com o risco epidemiológico, uma segunda dose pode ser considerada, em especial para aqueles vacinados antes dos 2 anos de idade, pela maior possibilidade de falha vacinal primária”, informa o texto.

Além da SBIm, o CCB (Centro de Controle de Doenças) norte-americano publicou na mesma data posicionamento similar em relação ao tema.

Desde 2013, a OMS (Organização Mundial da Saúde) indica que uma dose da vacina contra a febre amarela é o suficiente para garantir proteção por toda a vida. O Brasil era o único país que contrariava essa regra, mantendo a recomendação de duas doses – a segunda, após dez anos, era considerada reforço.

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No entanto, o Ministério da Saúde passou a adotar a diretriz da OMS a partir de abril do ano passado, quando teve início a epidemia da doença no país. “As recomendações da OMS e, na sequência, do Ministério da Saúde, foram feitas por uma questão de saúde pública, uma estratégia de programa para garantir a distribuição de doses de vacina para todos”, explica.

Além de se estabelecer uma única dose de vacina como suficiente, o Ministério da Saúde, apoiado também em uma diretriz da OMS, fracionou a vacina no início deste ano, oferecendo doses com um quinto da dose plena para moradores de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, embora a Bahia não tenha registrado casos da doença, consideradas, pelo governo, áreas epidêmicas.

Fracionada no reforço?

No caso de vacina de reforço, Kfouri ressalta que deve ser utilizada a dose plena, e não a fracionada. “Não sabemos ainda se será possível considerar duas doses na vida, sendo uma delas a fracionada”, afirma.

O pediatra infectologista ressalta que o uso da vacina fracionada deverá se encerrar logo após o fim da epidemia, previsto para maio. “A vacina fracionada é utilizada para conter custos. Normalmente é oferecida durante uma campanha por cerca de três meses, não mais do que isso, para vacinar muita gente em um curto espaço de tempo”, explica. “Provavelmente em junho encerra-se a necessidade da vacina fracionada”, completa.

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Kfouri frisa que a SBIm não considera a indicação de duas doses para todos. “Adulto que tomou a primeira dose já na fase adulta e não vive em área de risco não tem necessidade. Mas se tomou a primeira dose com 9 meses de idade e agora tem 20 anos, sim. A resposta da vacina nos dois anos de vida é pior”, explica. 

Segundo o pediatra infectologista, não há riscos de efeitos adversos na segunda dose da vacina. “Os riscos de efeitos colaterais graves são na primovacinação, na vacinação pela primeira vez. Na segunda, o organismo já foi exposto ao vírus, então uma reação mais grave não ocorre”, explica.

Veja as alternativas para quem não pode tomar a vacina contra a febre amarela:

 

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