Interação entre pacientes ajuda no combate a doenças
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A felicidade é um dos remédios mais eficientes para reduzir os efeitos das doenças mentais degenerativas, como a demência. É o que diz um estudo desenvolvido pela Universidade Livre de Amsterdã, na Holanda, e comentado pelo jornal norte-americano The New York Times no mês de agosto. 

Em entrevista ao periódico, o neuropsicólogo Erik Scherder, um dos maiores especialistas holandeses no assunto, apontou que quanto menos estressada uma pessoa é, melhor para a sua saúde. “Se você pode diminuir o estresse e o desconforto, isso tem um efeito fisiológico direto”.

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O truque para combater o estresse nos pacientes com demência e outras enfermidades mentais degenerativas, segundo o estudo holandês, seria aumentar sua interação e despertar memórias felizes. Ao conversarem sobre as experiências positivas pelas quais passaram, eles revivem a alegria dos momentos passados e criam novas lembranças.

Problema global

Segundo a OMS, mais de 50 milhões de pessoas sofrem, no mundo inteiro, com a demência — que causa a redução progressiva das capacidades cognitivas e atinge, quase sempre, pessoas com mais de 50 anos de idade. Entre os idosos atingidos pela doença e mesmo para preveni-la, atividades como programas musicais — como danças e recitais —, passeios e trabalhos manuais são de grande ajuda. Tudo o que diminua o estresse e a solidão faz diferença.

“A ideia é desafiar o paciente de maneira positiva. Deixá-los na cadeira, passivos, faz a doença progredir muito mais rápido”, reforçou Scherder ao NYT.

Ações sociais

Para Sérgio Gonçalves, líder do Grupo Calebe, da Universal, que atua para promover o bem-estar dos idosos, as conversas entre os pacientes também têm o poder de auxiliar no processo de superar traumas: “É comum ouvirmos dos idosos que eles são vítimas de rejeição, agressão e atacados em seu próprio lar, seja por palavras ofensivas, ataques físicos, entre outros”.

A paciente María Cabrera é um exemplo. Ela relata como teve uma grande melhora em sua saúde física e mental depois de participar de atividades como artesanato e aulas de dança, informática e idiomas. “Eu tinha depressão, desejos de suicídio, problemas de saúde, familiares e sentimentais”, afirma ela. “Me convidaram para participar do grupo, então, passei a recuperar a confiança em mim mesma”, conclui.

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