O uso de máscaras suscitou debates desde o início da pandemia de covid-19. Se no começo elas eram consideradas inúteis para proteger contra o coronavírus, hoje os especialistas são unânimes ao enfatizar o contrário: que esse item é essencial para evitar o contágio. Porém, novas dúvidas vieram à tona com a descoberta de novas variantes mais transmissíveis do Sars-Cov-2. Autoridades da França, por exemplo, desaconselharam o uso de máscaras caseiras, feitas de tecido, por considerá-las insuficientes na proteção perante as cepas conhecidas mais recentemente. Contudo, especialistas afirmam que são necessários mais estudos para saber qual a eficácia desse tipo de utensílio contra as novas linhagens do vírus. O infectologista Carlos Fortaleza, professor do Departamento de Doenças Tropicais da Faculdade de Medicina da Unesp (Universidade Estadual Paulista), comenta mitos e verdades sobre o tema1 -Somente máscaras cirúrgicas do tipo N95 protegem contra novas cepas do coronavírus. Mito. O infectologista explica que as máscaras têm diferentes graus de proteção, sendo que a N95 é a que mais protege, embora as outras também sirvam como barreiras para o vírus. “A cirúrgica é inferior [à N95], mas protege perfeitamente contra a covid-19. As de tecido têm gradiente de proteção bem abaixo das cirúrgicas, mas protegem. [Dentre elas] as que possuem camada dupla ou tripla podem ser perfeitamente suficientes para a população em geral, desde que atreladas a outras medidas de prevenção”, afirma2 – Se eu usar duas máscaras de pano estarei mais protegido contra as novas cepas do que se usar só uma. Mito. Usar duas máscaras pode prejudicar a fixação desse item de proteção no rosto. “Embora o número de camadas aumente a proteção. Quando você põe duas máscaras acaba fazendo com que uma delas saía do lugar, e aí elas não ficam bem aderidas ao rosto. O mais correto é usar uma máscara única, composta de duas ou três camadas. A proteção tem a ver com [a quantidade de] poros nos tecidos, e quanto mais camadas melhor”, reitera Fortaleza3 – Usar algum tipo de máscara sempre é melhor do que não usar nada. Verdade. “Mesmo que a máscara diminua em 40%, 50% a chance de contágio, como é o caso das que são feitas de tecido, é bem melhor que nada”, pondera o especialista4 – Não estarei protegido se estiver de máscara (seja cirúrgica, de tecido ou N95), mas no meio de uma aglomeração e também não higienizar as mãos. Verdade. “Não adianta você só usar máscara e ficar muito tempo em aglomerações porque a exposição [ao vírus] pode ser tão grande que a máscara perde seu efeito. E se você não faz a higiene das mãos, corre o risco de mesmo com máscara se contaminar”, afirma 5 – Só posso usar a mesma máscara de tecido por duas horas. Verdade. O tempo ideal, em relação às máscaras de pano, é por volta de duas horas, mas o período exato ainda está em estudo, de acordo com Fortaleza. Ele explica que as máscaras perdem sua capacidade de filtragem à medida em que umedecem, algo que acontece ao falar, cantar, espirrar e até mesmo respirar. No caso das máscaras cirúrgicas, a proteção dura entre duas e quatro horas6 – Máscara cirúrgica não pode ser lavada e reutilizada. Verdade. Esse tipo de máscara estraga caso seja lavada. Já a reutilização da máscara N95 está sendo avaliada em estudos, mas por enquanto não há garantia de que a lavagem não provoque prejuízos, portanto, a recomendação é não lavá-la7 – Independente do material que compõe a máscara, o mais importante é usá-la corretamente. Verdade. É essencial fazer o uso correto, tapando nariz e boca. Fortaleza acrescenta que é preciso compreender as limitações do produto que se usa. Se a máscara é de pano, deve-se redobrar a atenção com outros cuidados, como a lavagem de mãos e o distanciamento social8 – Posso pegar coronavírus ao manusear minha máscara de pano, caso não a lave corretamente. Verdade. Fortaleza afirma que, na teoria, é possível contaminar as mãos e, em seguida, contaminar a si mesmo ao tocar o nariz, os olhos e a boca

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