Falta de mobilidade pode causar trombose, diz médico
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São muitos os fatores que fazem com que idosos corram mais risco de sofrer quedas e ter fraturas, dentre eles a fragilidade óssea, a perda de equilíbrio, de força e a dificuldade para enxergar. A fratura do fêmur é a que mais preocupa e pode até levar à perda da capacidade de andar.

“O paciente com mais idade tem diminuição da densidade mineral óssea, tanto no colágeno quanto na deposição de cristais de cálcio, por isso fica menos resistente e mais suscetível a fraturas”, explica o o ortopedista Alexandre Povoa Barbosa, especialista em joelho, ombro e quadril, do Hospital Moriah, em São Paulo.

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De acordo com ele, romper o fêmur — osso da coxa que se articula com o quadril e os ossos da canela — é a situação que mais pode gerar prejuízos.

“Ao quebrar o fêmur a pessoa precisa ficar sem pisar o pé no chão, com isso, pode perder a capacidade de marcha para sempre”, alerta. “Todas as complicações são decorrentes da diminuição de mobilidade”, completa.

O especialista afirma que ficar sem se locomover aumenta o risco de problemas como trombose venosa e infecção urinária.

“Quando o paciente se movimenta menos ele acaba segurando mais tempo a urina, daí o aumento da possibilidade de infecção”, explica.

Já a trombose é a formação de um coágulo, neste caso, dentro da veia. Isso acontece porque quando alguém dica muito tempo parado, o fluxo de sangue nas veias diminui.

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Por essas razões, o principal objetivo ao tratar de um paciente com fratura no fêmur é restaurar sua mobilidade o mais rápido possível. Na maioria dos casos, a resolução é por meio de cirurgia.

“É necessário ter agilidade no atendimento médico para realizar a operação. Eles costumam ser operados entre um a três dias após a fratura”, ressalta Barbosa.

O ortopedista pondera que as consequências de fraturas no fêmur e na bacia são semelhantes. Entretanto, o risco de complicações por quebrar a pelve é menor. “Nesse caso, o paciente consegue sentar, movimentar as pernas e fazer exercícios”, observa.

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Pessoas que fraturam a pelve normalmente precisam utilizar muletas e fazer fisioterapia, acrescenta.

A principal maneira de prevenir fraturas é por meio da prática de atividades físicas. “Fazer exercícios estimula os tecidos muscular e ósseo. Além disso, melhora o equilíbrio e, com isso diminui o risco de quedas”, ressalta Barbosa.

“O ato de ficar em pé e caminhar já proporciona mais equilíbrio. É um treino diário que melhora a funcionalidade e a condição física”, conclui.

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