Mulher pariu durante internação por covid-19
Divulgação/Hospital da Mulher

Infectada com coronavírus durante o período de pré-natal, Roneide de Alcântara Rosa, de 39 anos, pariu enquanto estava intubada na UTI (unidade de terapia intensiva) do Hospital da Mulher Maria José dos Santos Stein. Ela recebeu alta na última terça-feira (27), após ficar sete dias intubada para se recuperar da covid-19 na unidade que é referência em atender gestantes infectadas no município de Santo André, região metropolitana de São Paulo.

De acordo com o hospital, mesmo com todos os cuidados e seguindo os protocolos sanitários, aos sete meses de gestação, Roneide contraiu o coronavírus. Ela realizava o pré-natal na policlínica do bairro onde reside, na Vila Humaitá, quando foi infectada e, após comunicar que havia contraído o vírus, foi direcionada ao Hospital da Mulher.

Leia também

Portaria que destina verba a ações para gestantes é publicada

Covid: Saúde inclui gestantes como grupo prioritário para vacinação

SP deve vacinar gestantes contra covid, diz coordenadora do governo

No dia 8 de abril, após sentir muita falta de ar, ela procurou o hospital para receber medicação, no entanto, o resultado do exame de imagem indicou comprometimento pulmonar e houve a necessidade de internação.

Segundo o hospital, com quadro agravado, foi feita a transferência para UTI e, posteriormente, a intubação. Após a internação, a médica intensivista Katarine Coelho da Silva Santos afirma que naquele momento não havia outra alternativa a não ser a intubação. “Ela tinha o pulmão muito comprometido e um caso agravado. Durante a intubação, houve momentos de melhora e de piora porque essa doença é muito incerta, todo dia é um dia ganho para a melhoria”, disse.

A decisão de realizar o parto de uma paciente com esse quadro clínico é feita em equipe levando em conta vários fatores, conforme explica a médica ginecologista e obstetra do hospital, Andréia Cristina Mota Ferreira de Queiroz.

“A partir do momento em que foi intubada ela necessitou de um aporte maior de medicação e isso poderia gerar um comprometimento para o bebê. A vigilância é feita minuto a minuto e de uma hora para a outra a decisão pode mudar. Tivemos, graças a Deus, um bom time para essa decisão”, afirma Andréia Cristina.

Ainda de acordo com o hospital, durante todo o processo a paciente foi acompanhada por uma equipe multiprofissional composta por médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e fisioterapeutas.

“O bom resultado do nosso trabalho no Hospital da Mulher é consequência do comprometimento e profissionalismo de toda equipe, a qual faço um agradecimento especial. A paciente Roneide teve todo o suporte terapêutico necessário durante sua internação e isto foi fundamental para sua  evolução e cura”, afirmou a superintende do hospital, Rosana Pereira Madeira Grasso.

Veja também

Christina Lemos
Vacina Sputnik V: decisão da Anvisa é “impecável”, diz especialista

Saúde
Anvisa reafirma falta de dados da Sputnik, mas decisão cabe recurso

São Paulo
Butantan prevê retomada na entrega de vacinas para segunda (3)

CategorySaúde

Copyright © 2016 - Plena Jataí. Todos os direitos reservados.

Clínica/Laboratório: (64) 3631-5080 | (64) 3631-5090
Farmácia: (64) 3631-8020 | (64) 3631-8030
Imagem: (64) 3631-6001