Meta é vacinar 54,4 milhões de pessoas até 1º de junho
Código19/Folhapress

Ao divulgar, nesta quarta-feira (18), o início da campanha de vacinação contra a gripe previsto para a próxima segunda-feira (23), o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, ressaltou que o custo de cada vacina para o governo, que será oferecida gratuitamente para grupos de risco, foi de R$ 15. “Talvez uma pessoa vá pagar 10 vezes mais na rede privada”, afirmou.

As vacinas são fornecidas para o governo pelo Instituto Butantan. Já na rede privada, os fornecedores são empresas particulares.

Segundo Occhi, o investimento do governo federal em vacinas da gripe foi de cerca de R$ 1 bilhão. “Não faltou vacina no ano passado, assim como não faltará este ano. Não haverá prorrogação campanha. Após o término da campanha, se houver sobra de vacina, o Ministério irá, junto aos Estados, definir outro público para se vacinar”, afirmou.

De acordo com Carla Domingues, coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, apesar do surto de H1N1 em Goiás, a epidemia (surtos em diversos locais) da gripe ainda não começou no país.

“O que estamos verificando nesse exato momento é a circulação do H1N1, que geralmente é mais grave em crianças e idosos. Ainda não estamos vendo uma forte circulação de H3N2, como se viu no Hemisfério Norte. Ainda não vimos essa maior gravidade do H3N2 no país”, afirmou.

Segundo a coordenadora, a vacina no Brasil deve apresentar maior eficácia contra o vírus H3N2 do que demonstrou nos Estados Unidos, onde o vírus acometeu mais de 60 mil pessoas. “A diferença é que na vacina do Hemisfério Norte ainda não havia sido feita a mudança da cepa do H3N2, como ocorre na vacina do Brasil. Esse vírus que foi modificado está incluído em nossa vacina”.

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Devido ao “fato do H1N1 estar circulando com mais força no Centro-Oeste” neste momento, ela afirma que priorizou-se a distribuição da vacina para esta região. As outras regiões do Brasil prioritárias para o recebimento da vacina são a Norte e a Sul, segundo ela.

“Habitualmente, distribuímos primeiramente para a região Norte pela dificuldade de acesso de fazer a distribuição e, para a região Sul, porque é onde geralmente a sazonalidade é mais forte e há maior demanda”, explica Carla.

Cenário atual da gripe no Brasil

Do início do ano até o momento, foram registrados 392 casos de influenza em todo o país, com 62 mortes. Do total, 190 casos e 33 mortes foram por H1N1, de acordo com o Ministério da Saúde.

Em relação ao vírus H3N2, foram registrados 93 casos e 15 mortes. Ainda foram registrados 62 casos e 6 mortes por influenza B e os outros 47 casos e 8 mortes por influenza A não subtipado, ainda segundo o governo.

No mesmo período do ano passado, foram registrados 394 casos e 66 mortes por influenza no país. Desse total, 25 casos e 7 mortes foram por H1N1; 244 casos e 30 mortes por H3N2; 81 casos e 24 mortes por influenza B; e 44 casos e 5 mortes por influenza A não subtipada. Em todo, no ano passado, foram registrados 2.691 casos e 498 mortes por influenza.

“Esse ano tivemos ligeira queda se comparado com o mesmo período do ano passado. Nosso objetivo maior é prevenir e evitar desempenho parecido com 2017”, disse o ministro.

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Um dos maiores focos da campanha é aumentar a cobertura vacinal em crianças, que foi 10% abaixo da meta no ano passado. “Esse grupo nos preocupa. Mas não vai haver ação específica nas escolas porque isso é muito complexo. O objetivo é fazer a sensibilização dos pais das crianças”, afirma a coordenadora do programa.

Em relação às pessoas que estão fora dos grupos de risco e que não terão direito à vacina gratuita oferecida pelo governo, Carla afirma que estarão protegidas indiretamente. “É impossível vacinar toda a população brasileira. Estamos falando de 220 milhões de pessoas. Quando se vacina 60 milhões, aqueles que estão fora do grupo vacinado estarão protegidos indiretamente. É o que chamamos de imunidade de grupo”.

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