Diabéticos costumam apresentar colesterol elevado
Fiocruz

O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo, divulgou nesta terça-feira (24), que está recrutando voluntários para o teste de um remédio para controlar o colesterol, gordura presente no sangue.

O estudo será feito com dois grupos: diabéticos do tipo 2, com colesterol e triglicérides elevados, sendo homens acima de 50 anos e mulheres, de 55; e diabéticos ou não, acima de 18 anos, que apresentem doença cardiovascular e apresentam efeitos colaterais aos medicamentos à base de estatina, utilizado para controle do colesterol.

“Será realizado teste de medicamento já aprovado pela FDA [Food and Drug Administration] que ainda não entraram no Brasil. Esse medicamento reduz o colesterol e diminui o risco de doenças cardíacas”, afirma a endocrinologista Maria Elizabeth Rossi da Silva, coordenadora da pesquisa.

Ela explica que o medicamento, que será oferecido na forma de comprimidos, não traz riscos à saúde. “Esse estudo está sendo feito em diversos países do mundo”, diz.

O nível elevado de colesterol leva à aterosclerose, acúmulo de placas de gordura no interior dos vasos, que reduzem o fluxo sanguíneo aumentando risco de infarto e AVC, entre outras doenças.

A endocrinologista ressalta que a participação na pesquisa não garante matrícula no Hospital das Clínicas. O atendimento será feito no Centro de Pesquisas Clínicas do HC e os testes aplicados pelo Grupo de Diabetes do hospital.

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Os interessados em participar devem entrar em contato pelo e-mail a.rosa@hc.fm.usp.br ou pelo telefone (11) 3061-7258, de segunda a sexta-feira, das 9h às 15h, com Adriana Rosa.

“Quem tem diabetes costuma apresentar nível de colesterol elevado”, explica a médica sobre a relação entre o diabetes e o colesterol.

O diabetes é uma doença metabólica provocada pela falta de insulina, hormônio produzido pelo pâncreas. A falta de insulina interfere na queima do açúcar, resultando no aumento da concentração de glicose no sangue.

Essa maior concentração de glicose gera inflamação nas artérias, degenerando suas terminações e afetando órgãos como coração, rim, retina, pênis e cérebro – por isso o aumento de risco de doenças do coração, insuficiência renal, problemas na visão e impotência sexual.

Terminações nervosas também pode ser acometidas, resultando em neuropatias – formigamento e dores nas extremidades do corpo, como mãos e pés.

Os pés também merecem atenção redobrada, pois feridas demoram a cicatrizar.

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Há dois tipos de diabetes, o tipo 1, que se manifesta já na infância ou adolescência, e o tipo 2, adquirida, que se desenvolve a partir dos 40 anos.

Atualmente, o diabetes atinge 8,9% da população adulta do Brasil, de acordo o Ministério da Saúde. Desde 2006, o índice cresceu 61,8%, tendo maior prevalência em mulheres – índice é de 9,9% em mulheres e de 7,8% em homens.

Entre 2006 e 2016, o número de brasileiros com diabetes aumentou 61,8%. Os dados são da pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) do Ministério da Saúde.

O Ministério da Saúde atribui esse crescimento ao envelhecimento da população, hábitos alimentares e falta da prática de atividade física.

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