Greve dos caminhoneiros entra no quinto dia
Agência Estado/Douglas Magno

A greve dos caminhoneiros, iniciada nesta segunda-feira (21), afeta o abastecimento de hospitais pelo Brasil.

Em nota, o governo do Distrito Federal informou que “vai suspender o atendimento das unidades de atenção primária à saúde, consultas ambulatoriais em hospitais e policlínicas, transporte de pacientes para realização de exames (exceto urgências), serviços de Farmácias do Componente Especializado, cirurgias e procedimentos programados entre sábado (26) e segunda-feira (28)”.

O SAMU também atenderá somente casos emergenciais graves.

O presidente da Confederação Nacional de Saúde (CNS), Tércio Kasten, afirma que a situação de fornecimentos para hospitais em todo o Brasil é grave. De acordo com Kasten, alguns hospitais não conseguem receber sequer as roupas hospitalares esterilizadas para a realização de procedimentos.

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Kasten afirma que, além de roupas esterilizadas, faltam gases medicinais, combustíveis para ambulâncias, soros e medicamentos. O diretor também diz que, por conta dos custos e inviabilidade dos produtos, os hospitais trabalham com uma reserva mínima de insumos e medicamentos, sendo suficientes para até cinco dias.

Segundo Kasten, os hospitais continuarão a fazer atendimentos emergenciais e prestarão serviço àqueles que já estão internados, porém, cirurgias sem urgência estão sendo adiadas, priorizando casos mais graves. Ele também ressalta que clínicas de diagnósticos e laboratórios estão sendo afetados, tendo seus estoques limitados.

Kasten ressalta que a CNS não é contra a greve, mas faz um apelo aos caminhoneiros para se preocuparem com pessoas que precisam de atendimento médico. “Trata-se de uma questão de segurança pública, pois os caminhoneiros estão privando as pessoas do acesso seguro à saúde”, afirma.

No entanto, cidades contatas pela reportagem do R7, como Porto Alegre (RS), Juazeiro (BA), Recife (PE), Salvador (BA) e Belém (PA), não registraram alterações no atendimento de hospitais da rede pública nem problemas de abastecimento de insumos. Algumas delas apenas relataram adaptações para lidar com a atual situação.

Em Juazeiro, o Hospital Materno-Infantil, que havia divulgado que estoques de oxigênio estavam pela metade nesta quinta-feira (24), informou, em nota, que eles já foram reabastecidos.

A Secretaria Estadual da Saúde da Bahia informou, por meio de nota, que o atendimento e suprimentos nos hospitais do estado “permanecem normais”, mas 25% das retiradas de medicamentos distribuídos para as cidades não foram realizados. “Serão reprogramados para a próxima semana”, informou.

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A secretaria também afirmou que realizou adaptação nas refeições dos hospitais. “As refeições para pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde continuam sendo fornecidas sem interrupções, ainda que o cardápio tenha sido adaptado em algumas unidades”.

Já em Porto Alegre, a solidariedade entre hospitais públicos e privados, que estão fornecendo insumos aos postos mais necessitados, segundo a Secretaria Municipal da Saúde, é o que está garantindo o abastecimento.

A secretaria informou que uma bomba de gasolina da cidade foi bloqueada para abastecimento exclusivo de veículos do Samu, que deve garantir combustível por oito dias.

Ainda segundo a secretaria, outro reflexo da greve dos caminhoneiros foi a queda do número de doadores de sangue, de média de 40 para 5 por dia, nos últimos dias.

Já Recife e Belém informaram que não apresentam alterações de atendimento e de abastecimento.

*Estagiária do R7 sob supervisão de Deborah Giannini

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