Poluição das cidades piora doenças cardíacas
EFE/EPA/NARENDRA SHRESTHA

Moradores de centros urbanos em todo o mundo estão cada vez mais sujeitos a problemas de saúde causados por incêndios florestais.

Na Austrália, os incêndios começaram em agosto do ano passado e já deixaram mais de 20 pessoas mortas. Cerca 100 mil km² — área maior que o estado de Pernambuco — foram consumidos pelo fogo.

A área é muito maior do que a atingida pelos incêndios da Califórnia, da Indonésia e da Amazônia juntos. Em agosto do ano passado, a floresta brasileira teve 30.901 focos de incêndio (quase 1.000 por dia) ao longo do mês, ante uma média de 25.853 para o período entre 1998 e 2018.

Além da destruição da biodiversidade, as queimadas podem afetar a saúde das pessoas, pois causam problemas respiratórios, principalmente em quem já tem doenças crônicas como asma, doença pulmonar obstrutiva crônica e rinite. 

“Quem já tem [doenças respiratórias] é mais suscetível. Mas a rinite seria [uma das complicações] possíveis de serem desencadeadas, pois é um processo inflamatório causado pela carga de poluição mais intensa”, afirma o pneumologista Pedro Rodrigues Genta da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo.

Por sua vez, o cardiologista Abrão Cury, do HCor (Hospital do Coração), aponta que a poluição das cidades e das queimadas florestais causam danos diferentes à saúde.

Ele afirma que o maior problema em cidades como São Paulo é a poluição causada pela queima de combustíveis fósseis — como petróleo e óleo diesel — usados em carros.

De acordo com o especialista, componentes como o monóxido de nitrogênio e o monóxido de carbono, que estão presentes no ar poluído, caem na corrente sanguínea e, além de causar doenças respiratórias, agravam a situação de pacientes que já têm problemas cardíacos.

“Em especial aqueles que têm pressão alta. Eles podem desenvolver complicações como crise hipertensiva. Também aumenta a possibilidade de insuficiência cardíaca e infarto para quem já tem problemas nas artérias coronárias [vasos que fornecem sangue rico em oxigênio para o coração]”, ressalta.

“Esses poluentes são absorvidos pelo pulmão, caem na corrente sanguínea e causam danos ao endotélio, a camada de revestimento interno das artérias”, explica.

Segundo o cardiologista, não há evidências de que a fumaça das queimadas florestais causem danos cardíacos.

A poluição do ar — tanto do ambiente externo como doméstico mata cerca de 7 milhões de pessoas em todo o mundo a cada ano, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde).

O órgão afirma que esse número é resultado do aumento da mortalidade por AVC (acidente vascular cerebral), doenças cardíacas, doença pulmonar obstrutiva crônica, câncer de pulmão e infecções respiratórias agudas.

Mais de 80% das pessoas que vivem em áreas urbanas onde há monitoramento da poluição estão expostas a níveis que excedem os limites das diretrizes da OMS. Países de baixa e média renda sofrem as maiores exposições, tanto em ambientes internos quanto externos.

“A exposição frequente ao fogão de lenha está ligada à doença pulmonar obstrutiva crônica, pois a fumaça é prejudicial assim como a do cigarro”, diz Rodrigues.

“Houve vários casos de doenças respiratórias por causa dessa fumaça porque, independente do risco de morte, ela prejudica o pulmão”, completa Cury.

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