Macacos são sentinelas da febre amarela, indicando onde o vírus está circulando
Amanda Perobelli/Estadão Conteúdo

O Instituto Adolfo Lutz confirmou a morte de um macaco em decorrência da febre amarela nesta sexta-feira (14) em Águas de Lindóia, interior de São Paulo.

Leia também: Febre amarela: nova vacina está em fase de testes com animais

O animal foi localizado na borda da mata, próximo ao Balneário Municipal, ponto turístico visitado especialmente no verão.

A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo divulgou um alerta a residentes, que ainda não foram imunizados, para que tomem a vacina, e a visitantes para que se imunizem dez dias antes de visitarem a cidade.

A vacina da febre amarela está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde. Segundo recomendação do Ministério da Saúde, uma dose apenas é suficiente para proteger durante toda a vida.

Segundo a Secretaria, na região de Campinas, onde está inserido o município de Águas de Lindóia, as ações de imunização contra a febre amarela têm ocorrido desde o primeiro semestre do ano passado. “Em continuidade ao monitoramento, profissionais da Vigilância Epidemiológica estadual farão busca ativa de outros animais nas matas ao redor do balneário”, afirmou por meio de nota.

Saiba mais: Brasileiro só toma vacina em situação crítica, diz virologista

A pasta ressalta que todo o território do Estado de São Paulo tem recomendação da vacina, devido à circulação do vírus.

A vacina é indicada a partir dos 9 meses de idade. Pessoas com HIV e transplantas devem consultar um médico que irá avaliar a necessidade da vacina. Não devem tomar a vacina gestantes, mulheres amamentando e imunodeprimidos, como pacientes em tratamento quimioterápico, radioterápico ou com corticoides em doses elevadas.

“Aos que tomarem a vacina em período inferior a dez dias, recomendamos que evitem adentrar áreas verdes e usem repelentes e roupas compridas e de cor clara para reforçar a prevenção”, afirma Helena Sato, diretora de imunizações da secretaria.

Estado tem baixa cobertura vacinal

A cobertura vacinal em São Paulo é de apenas 65%, segundo a pasta. Os locais com maior necessidade de aumentar a cobertura vacinal são a Baixada Santista (65%), o Litoral Norte (85%) e o Vale do Ribeira (66%), devido à presença de mata densa, de acordo com a secretaria.

Leia também: Morte de macacos confirma febre amarela como endêmica em SP

De acordo com o Centro de Vigilância Epidemiológica, até 3 de dezembro, foram registrados 503 casos de febre amarela no Estado e 176 deles evoluíram para morte.

Do total, 30% das infecções foram contraídas em Mairiporã e 9,5% em Atibaia. Essas duas cidades respondem por 39,7% dos casos de febre amarela no Estado.

Em relação às epizootias, 259 macacos tiveram confirmação da doença este ano. A região com maior concentração é a Grande São Paulo, com cerca de metade dos casos. Já na região de Campinas, houve 10 casos confirmados, no mesmo período.

Todos os casos de febre amarela são silvestres. Não há casos de febre amarela urbana no Brasil desde 1942.

Saiba diferenciar os sintomas de febre amarela, gripe, zika, dengue e chikungunya:

 

CategorySaúde

Copyright © 2016 - Plena Jataí. Todos os direitos reservados.

Clínica/Laboratório: (64) 3631-5080 | (64) 3631-5090
Farmácia: (64) 3631-8020 | (64) 3631-8030
Imagem: (64) 3631-6001