Vacinação contra sarampo e poliomielite vai até o dia 31 de agosto
Agência Brasil

O Ministério da Saúde divulgou nesta quarta-feira (22) que mais de 5 milhões de crianças ainda precisam ser vacinadas contra o sarampo e a poliomielite em sete dias de vacinação – a campanha vai até 31 de agosto e os postos abrem de segunda sexta.

De acordo com o boletim do governo, 44% do público-alvo, que são crianças entre 1 e 4 anos, não foi imunizado em todo o Brasil.

O Brasil tem 1.428 casos de sarampo, segundo o boletim divulgado nesta terça-feira (21).

A maioria dos casos ocorre no Amazonas. São 1.087 confirmados e 6.693 suspeitos. Em seguida está Roraima, que também registra surto da doença, com 300 casos confirmados e 67 em investigação.

Os demais casos são considerados isolados, ou seja, importados desses Estados, e ocorrem em São Paulo (2), Rio de Janeiro (18), Rio Grande do Sul (16), Rondônia (1), Pernambuco (2) e Pará (2).  

Até o dia 22 foram aplicadas 12,5 milhões de doses das vacinas contra a pólio e sarampo (cerca de 6,2 milhões de cada). A meta do

Ministério é vacinar ao menos 95% das 11,2 milhões de crianças independentemente da situação vacinal, criando assim uma barreira sanitária de proteção contra a disseminação da doença.

Roraima, que faz fronteira com a Venezuela, da onde o vírus do sarampo foi importado, segundo o Ministério, registra surto da doença, com 300 casos, e atingiu até o momento apenas 35,41% da meta.

O Rio de Janeiro, terceiro Estado mais populoso do Brasil e que apresenta 18 casos de sarampo, é o local com menor cobertura vacinal: 36,27% para pólio e 37,62% para sarampo. Em seguida, figura o Pará, com 41,04% para pólio e 41,04% para o sarampo.

Já os Estados com maior cobertura vacinal são Rondônia, com 88,89% para a pólio e 87,42% para o sarampo, e Amapá, com 82,74% para a pólio e 82,58% para o sarampo.

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A poliomielite foi erradicada no Brasil em 1989, já o sarampo havia sido eliminado em 2016, mas voltou a ser registrado este ano.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) alertou na última segunda-feira (20) que A Europa registra número recorde de sarampo, com 41 mil casos este ano no continente. O número excede a média anual nos últimos 10 anos.

Entre os países com mais de mil casos estão França, Geórgia, Grécia, Itália, Rússia, Sérvia e Ucrânia. A Ucrânia foi a mais atingida com mais de 23 mil pessoas afetas, o que representa mais da metade da população do país.

Vacina contra o sarampo tem duas doses

A vacina contra o sarampo engloba duas doses. A primeira dose é da tríplice viral, que protege também contra caxumba e rubéola e deve ser dada logo após a criança completar 1 ano. A segunda dose é a tetraviral, que inclui a proteção à varicela (a catapora), aos 15 meses (1 ano e três meses de vida). Devido ao surto da doença, em Roraima e no Amazonas a vacina do sarampo está sendo recomendada a partir dos 6 meses de vida.

Caso haja atraso na vacinação, crianças de até 4 anos ainda poderão receber as vacinas. Quem não foi vacinado e não teve a doença entre 5 e 29 anos de idade deve tomar duas doses da vacina tríplice viral. Pessoas não vacinadas e que também não tiveram a doença entre 30 e 49 anos devem receber apenas uma dose, segundo a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

O sarampo é uma doença altamente contagiosa, que pode ser transmitida de maneira direta, em contato com as secreções da pessoa contaminada ao tossir, espirrar e falar e, indireta, por meio do ar. Basta estar no mesmo ambiente para ser infectado.

Os principais sintomas são febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas vermelhas no corpo. Entre as complicações estão a pneumonia e a encefalite.

A infecção por sarampo fornece imunidade permanente, portanto, quem já teve a doença não terá pela segunda vez.

Vacina da pólio é composta por cinco doses

Já a imunização contra a poliomielite é composta por cinco doses de vacina. As duas primeiras doses, aos 2 e 4 meses de idade, são injetáveis. As outras duas, aos 6 meses, 15 meses e 4 anos, são por via oral, as famosas gotinhas.

A poliomielite, também chamada de paralisia infantil, é transmitida pelas secreções ou fezes da pessoa infectada. O vírus é eliminado pelas fezes e pode contaminar a água e alimentos.

Crianças pequenas, que ainda não adquiriram completamente hábitos de higiene, correm maior risco de contrair a doença, segundo a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

Entre os sintomas estão febre, mal-estar e rigidez na nuca. A infecção pode afetar o sistema nervoso, levando à flacidez muscular e paralisando braços e pernas de maneira irreversível.

A cobertura vacinal contra a poliomielite caiu 20 pontos percentuais nos últimos anos. De 100% em 2011 foi para 78% em 2017, ano do último balanço do Ministério da Saúde.

Em relação ao sarampo, que, com a pólio, integra a campanha nacional de vacinação que começa nesta segunda-feira (6), também houve queda, que chega a 30 pontos percentuais – em 2017, a cobertura da primeira dose foi de 85% e da segunda, de apenas 70%.

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