Lesão na coxa tirou Douglas Costa de dois jogos da seleção brasileira
Flickr/CBF Oficial

A média de lesão por jogo na Copa da Rússia já é maior do que a média de todo o Campeonato Brasileiro do ano passado.

Neste Mundial, a média é de 1,12 lesões por partida. No Brasileirão, foi registrada 0,86 lesão por jogo, durante todo o campeonato.

O levantamento foi realizado pelo fisiologista Altamiro Bottino, coordenador científico do São Paulo, que está fazendo um mapa das lesões da Copa.

Segundo ele, até o momento, foram 54 lesões no total, sendo que 6 aconteceram durante treinamentos e 48 durante os jogos. 

A última atualização foi feita depois dos jogos pelas oitavas de final e antes das partidas das quartas de final. A lesão do lateral-direito brasileiro Danilo ainda não faz parte da estatística. Com ela, são 55.

Bottino prefere não comparar os números do Brasileirão com os da Copa da Rússia porque considera que são dois campeonados muito distintos e que, na Copa, as emoções têm peso maior. Cada jogo é uma decisão e isso faz com que a carga emocional seja muito grande.

“Contratos podem ser valorizados e a idolatria por um jogador impõe a ele um peso ainda maior. Veja o caso do Mina, da Colômbia, zagueiro com três gols na Copa, um feito inédito. Como acha que os colombianos vão recebê-lo quando voltar ao país, mesmo eliminado?”, afirma.

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Até o momento, a lesão mais comum é a dos músculos posteriores da coxa. De acordo com Bottino, isso ocorre porque na coxa anterior e posterior estão os maiores músculos do corpo que, por isso, produzem maiores ações mecânicas, especialmente nas acelerações e desacelerações em campo.

Foi uma lesão no músculo posterior da coxa direita que tirou Douglas Costa do jogo contra a Sérvia. O atacante ainda não voltou a entrar em campo.

Em segundo lugar, estão empatadas as lesões na panturrilha, no joelho e as concussões, com 6 ocorrências para cada.

Bottino afirma que, no futebol, é impossível trabalhar com a ideia de “lesão zero”. Segundo ele, esta é “uma meta intangível”.

“O importante é que todo o profissional de saúde que atua no esporte possa conhecer os tipos mais frequentes de lesão e planejar ações preventivas. Tendo pouco tempo, durante um campeonato como esse, é fundamental focar nas mais comuns e frequentes”.

Bottino ressalta que é preciso que jogadores, comissão técnica e equipe médica estejam preparados para as lesões. “Elas estarão sempre presente. Temos que aprender a lidar com elas, fortalecendo músculos, mimetizando treinos que reproduzam as mesmas ações e tratando com métodos e equipamentos cada vez mais sofisticados e precisos para diminuir o tempo de inatividade”.

Arte R7

 

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