Epidemia está concentrada na China
EFE/EPA

A OMS (Organização Mundial de Saúde) não está colocando todos os esforços apenas na busca por uma resposta mundial coordenada ao coronavírus, mas ao mesmo tempo luta contra o que chama de “epidemia informativa”, que estariam gerando situações de medo e desconfiança entre a população mundial.

A diretora da área de preparação para urgências infecciosas da OMS, Sylvie Briand, falou hoje, em entrevista coletiva, sobre a nova realidade, em que é necessário manter a atenção aos males provocados pela expansão da pneumonia de Wuhan, mas também a outros que não afetam a saúde, necessariamente.

“A epidemia de boatos e informações falsas é um fenômeno real, com que é preciso lidar desde o início, que é quando há questões que ainda são desconhecidas, e as pessoas estão tentando preencher essas lacunas com diferentes tipos de informação”, alertou.

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Os antecedentes mais recentes desse tipo de problema vêm da África, em um surto de febre amarela em Angola, em 2016, o pior em 45 anos. A situação foi alvo da propagação de diversas mentiras relacionadas a uma vacina para proteger a população infectada.

Um dos boatos dizia que se você fosse vacinado, não poderia tomar cerveja durante uma semana, para não prejudicar a inoculação, o que não era verdade.

Na epidemia do ebola, na República Democrática do Congo, se propagou a informação falsa de que a doença era uma invenção.

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Além disso, foi divulgado que os pacientes deveriam fugir dos hospitais, porque seriam assassinados e teriam os órgãos retirados para tráfico. Muitos fizeram isso e infectaram familiares.

Ação da OMS

Para tentar levar as notícias corretas ao maior número de pessoas, a equipe de Briand ficou em contato hoje com representantes de 50 grandes companhias, de diferentes países. A ideia é propagar as informações entre os funcionários.

Diversos setores serão alvo da ação da OMS, como de agro alimentação, viagens e turismo, assim como entidades que representam trabalhadores de saúde.

Briand destacou que existe uma informação inexata, que precisa de confirmação, mas já foi propagada, de que o coronavírus pode ser transmitido por pessoas sem sintomas, o que aumentou o sentimento de pânico entre a população.

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Até o momento, os casos que se suspeitavam terem sido assintomáticos, na realidade, não eram. Os infectados tinham sintomas leves e não acreditavam estar doentes.

Outros rumores que estão se propagando têm relação com tratamentos contra o coronavírus, como o uso de antirretrovirais para pessoas portadoras do HIV, que seriam eficazes. A OMS divulgou, no entanto, que sequer foi feito teste sobre isso.

O mesmo está se dizendo de remédios que são ministrados para pacientes que sofrem de ebola.

“Não há evidência que nenhum destes medicamentos realmente seja útil contra o coronavírus”, concluiu Briand.

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