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São 1.020 mortes e 2,6 milhões de casos

Arquivo/Agência Brasil – Arquivo

O Brasil registrou 29 mortes por dengue nesta quarta-feira (3) e chegou a 1.020 óbitos e 2,671 milhões casos prováveis da doença desde o começo do ano. Outras 1.531 mortes estão sob investigação. Entre 1º de março e 1º de abril, o Brasil teve 665 mortes causadas por dengue, uma média de 20 registros por dia. Segundo o Ministério da Saúde, o número é o maior para março desde 2000, quando a pasta começou a contabilizar os casos.

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O Distrito Federal é a unidade da federação com mais óbitos registrados (207), seguido por São Paulo (197), Minas Gerais (154), Paraná (101) e Goiás (88). Somados, essas cinco localidades acumulam 73% do total de mortes.

Desde o começo do ano, a quantidade de mortes por dengue no país é mais que o dobro do que o registrado ao longo dos três primeiros meses do ano passado, quando houve 411 óbitos.

Segundo o painel de dengue do Ministério da Saúde, o DF é a unidade da federação com maior taxa de incidência de casos prováveis: 6.850 casos por 100 mil habitantes. Em seguida aparecem Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Goiás, que juntos somam 58% do número absoluto de casos.

A faixa etária que mais registra casos de dengue é de 20 a 29 anos, com 495 mil casos – quase um em cada cinco casos. Na separação por gênero, as mulheres são a maioria a contrair a doença (55,4%).

Em 18 de março, os casos bateram recorde, superarando o maior número da série histórica, com 1.889.206 diagnósticos confirmados. O pico anterior foi registrado em 2015, com 1.688.688, seguido por 2023, com 1.658.816. Em 2000, primeiro ano com registros, houve 135.228 diagnósticos.

Diminuição da doença

A secretária de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Ethel Maciel, afirmou nesta terça-feira (2) que o "pior já passou" em oito unidades federativas e que os casos de dengue mostram tendência de queda. De acordo com a pasta, Acre, Amazonas, Espírito Santo, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Piauí e Roraima demonstram diminuição da doença. Apesar disso, Ethel afirma que é importante que a população mantenha a atenção e que "não acabou, ainda vamos ter casos de dengue acontecendo".

"A gente já atingiu o pico, mas a curva ainda tem que descer. Ainda temos umas semanas para essa queda, para entender se ela vai ser mais longa, se vai ser na mesma velocidade da subida", alertou.

Segundo o governo, sete estados apresentam uma tendência de aumento do número de casos. Essa alta atinge os estados de Alagoas, Bahia, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe.

"Estamos vendo que o pico passou na maioria dos estados em que [a epidemia] começou antes", explica. Nas outras 12 unidades, há estabilidade, com algumas apresentando queda. A secretaria diz que a pasta precisa de mais tempo para poder consolidar a diminuição dos casos, mas que segue em atenção diariamente.

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