Se você nunca sentiu uma dor nas costas, certamente conhece alguém da família ou algum amigo que já reclamou desse incômodo. Dados estatísticos apontam que entre 60% e 80% das pessoas vai sentir pelo menos um episódio de dor nas costas. Situação agravada na pandemia. De acordo com pesquisa da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), 41% dos brasileiros reclamaram do problemaO ortopedista Luciano Miller, que faz parte do corpo clínico do Hospital Albert Einstein e é diretor da Clínica Colunar, explica que as dores nas costas aparecem como consequência da evolução humana. “Éramos quadrúpedes e viramos bípedes e a coluna
começou a suportar a carga da cabeça até a região lombar. Só que antes vivíamos
no campo e fazíamos muitas atividades físicas. Aí, mudamos para as cidades e
nos tornamos mais sedentários, perdemos muita musculatura que protegia e
equilibrava nossa coluna. Também aumentamos muito o peso e com isso,
perdemos os músculos e aumentamos o peso de uma maneira geral. Perdemos o
suporte e o aumento de peso sobrecarregou ainda mais a coluna vertebral”, diz ele Para agravar a situação, a maioria das pessoas trabalha boa parte do tempo sentada. “A pressão na coluna sentado é bem maior do que de pé. Teoricamente,
nós estamos sentados em cima da coluna”, afirma MillerSe não bastassem as questões evolutivas e o sistema de trabalho das pessoas, o médico ressalta que o estresse é mais um fator que piora as dores e aumenta as contraturas musculares. “Fora isso tem um fator que também é
responsável por muitas dores por contraturas musculares: as tensões do dia a
dia, o trabalho, o trânsito, o medo da violência e isso tudo leva a contratura
dos músculos das costas, do trapézio, da cervical, dorsal e lombar e aumenta a dor”São muitos as causas que agravam as dores, mas é possível diminuí-las, como explica o ortopedista. “Precisamos atacar
diretamente os pontos causadores dessas dores, o aumento
do peso, a sobrecarga na coluna por passar muito tempo sentado e as tensões do
dia a dia”, alerta ele. E acrescenta: “devemos colocar na nossa rotina a atividade física pelo
menos duas ou três vezes por semana para conseguir trabalhar a musculatura da
coluna, com isso ganha suporte muscular, trabalha o alongamento. Melhor a
postura e protege a coluna com o aumento muscular” A preocupação com a refeição também é importante, não só para ajudar na perda de peso.”Uma
alimentação mais saudável, além de perder peso, diminui os fatores
inflamatórios. Os carboidratos, industrializados gera muita inflamação e pode
levar ao aumento da dor”, destaca MillerA questão de ficar sentado o dia todo é possível de ser resolvida de um jeito simples. “O home office tirou também a caminhada na hora do almoço, ou
alguma durante o dia. Ou seja, deixou a
gente mais sedentário e colocou mais pressão na coluna. A cada 30 e 40 minutos é importante levantar-se, esticar um
pouco o corpo para alongar um pouco a musculatura, tirar a pressão no disco da
coluna e das articulações. É necessário andar um pouquinho e, se possível, fazer um
alongamento mesmo que seja básico”, pontua o ortopedistaNo tempo em que temos de ficar sentados, a preocupação com a ergonomia é fundamental para diminuírem as dores. Leandro Miller explica quais devem ser as preocupações. “É importante usar um mobiliário adequado. A cadeira que tenha um suporte para a coluna e ter altura adequada, ou seja, que permita que os pés fiquem
totalmente apoiados no chão, que o joelho faça um ângulo de 90º entre a perna e
a coxa e entre a coxa e a coluna” Adequa o monitor na altura dos olhos para não
precisar ficar dobrando o pescoço e nem esticando para cima. E apoio os braços
para digitar e, com isso, vai estar ajudando não só a musculatura do antebraço
como também da coluna vertebral” E acrescenta: “É necessário adequar o monitor na altura dos olhos para não precisar
dobrar o pescoço e nem esticar. E tem de apoiar os braços para
digitar. Com isso, vai estar ajudando não só a musculatura do antebraço como
também da coluna vertebra” No dia a dia também tem de prestar na atenção na postura. “Por exemplo, vai pegar um peso em vez de
dobrar a coluna para frente para fazer uma alavanca, a pessoa tem de refletir
mais no joelho e fazer força também com a perna, não somente com a coluna”, ressalta o médicoA 6ª orientação do ortopedista está na hora de dormir. É importante ter um colchão e usar travesseiros adequados que ajudem a coluna vertebral a estar em bom estado “O colchão tem de ser adequado ao peso e altura da pessoa, uma densidade correta. Não pode ser muito duro, porque acaba sobrecarregando alguns pontos da coluna, ou muito mole que
afunda e mude a curvatura da coluna”, ensina Miller. Vale lembrar que colchão tem prazo de validade e dura entre sete e oito anosA validade do travesseiro é de três a quatro anos e deve ter um tamanho certo, “deve ser da altura da orelha até a parte lateral do
braço”, diz o médicoTem posição certa para dormir também. “O ideal é dormir de lado, com um travesseiro no meio das
pernas. É o que recomendamos, mas depende do sono de cada um a pessoa acaba
mudando de posição”, lamenta o ortopedistaA última dica, mas que merece a mesma atenção de todas as outras, é que dor nas costas tem hora para acabar. Ela não pode ficar para sempre, sem que a pessoa procure um médico. Nos casos de idosos, crianças e pessoas que passaram por acidente a atenção deve ser ainda maior. “Dor nas costas associada a perda de força e formigamentos nas pernas e dor nas costas associada a perda de peso e febre têm de ser investigada”, salienta o médico”Outra coisa muito importante, criança não tem dor nas costas. A
coluna da criança é muito elástica, plástica. Criança com dor nas costas, tem
de ser verificada. Além da dor nas costas que não
melhora em idosos acima dos 65 anos, porque aumenta muito o risco de câncer e
sabemos que o primeiro local que dá metástase de tumores é na coluna vertebral,
tem de ser bastante avaliada”, finaliza Leonardo Miller
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