Ministro da Saúde durante depoimento à CPÌ da Covid no Senado
Edilson Rodrigues/Agência Senado – 08.06.2021

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, reafirmou na manhã desta quarta-feira (23) que a pasta não adquiriu nenhuma dose da vacina Covaxin. A Procuradoria da República abriu uma investigação preliminar para avaliar se houve crime no contrato firmado entre o ministério e a empresa Precisa Medicamentos para a compra do imunizante indiano contra covid-19, citando o risco temerário no acerto firmado.

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Essa transação, a preço superior comparado aos demais imunizantes, também está sendo investigada pela CPI da Covid do Senado. Na quarta-feira, o colegiado marcou depoimento de Francisco Emerson Maximiano, sócio da Precisa, que não compareceu alegando estar de quarentena após viagem à Índia. 

A cúpula do colegiado também citou o preço das vacinas compradas pelo Brasil como justificativa para investigar o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Documentos do Ministério das Relações Exteriores mostram que o governo planejou a compra do fármaco indiano Covaxin por um preço 1.000% maior do que seis meses antes era anunciado pela própria fabricante.

O MPF destacou que o contrato entre a Precisa, que representa no país o laboratório da Índia Bharat Biotech, fabricante da Covaxin, e o Ministério da Saúde para a entrega de 20 milhões de doses tem valor total de R$ 1,6 bilhão, “tendo sido a dose negociada por 15 dólares, preço superior ao da negociação de outras vacinas no mercado internacional, a exemplo da vacina da Pfizer”.

“Não, nenhuma dose dessa vacina [foi comprada pelo governo federal]. Todas as vacinas que têm registro definitivo ou emergencial da Anvisa o Ministério considera para aquisições. Então esperamos esse tipo de posicionamento para tomar uma posição acerca não só dessa vacina, mas de qualquer outra”, afirmou.

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Questionado uma vez mais se a pasta vai comprar o fármaco a esse preço, Queiroga se irritou. “Eu falei em que idioma? Eu falei em português. Não foi comprada uma dose sequer da Covaxin nem da Sputnik. Futuro é futuro”, afirmou, abandonando a entrevista na sequência.

* Com Estadão Conteúdo e Reuters

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