Boa Vista vacinou 300 venezuelanos contra sarampo e febre amarela no sábado
Igor Martins/Prefeitura Boa Vista

A Secretaria Estadual de Saúde de Roraima (Sesau) confirmou mais cinco casos de sarampo em crianças venezuelanas no Estado. Com o novo balanço, chega a seis o número de crianças venezuelanas com a doença. Nenhuma delas tinha sido vacinada.

Dos seis casos confirmados, três são do sexo feminino e três do masculino, com faixa etária entre 9 meses e 10 anos.

Os novos casos foram confirmados nesta terça-feira (27) pela Fiocruz, no Rio de Janeiro, de acordo com o boletim da Secretaria Estadual de Saúde de Roraima (Sesau). Há outros 12 casos suspeitos sendo investigados pelo laboratório.

A prefeita de Boa Vista, Teresa Surita, havia publicado nesta quarta-feira (28), em sua conta no Twitter, a confirmação dos seis casos de sarampo em Roraima.

Foram confirmados 6 casos de sarampo, todos crianças venezuelanas. 12 casos em observação. Continuo pedindo barreira sanitária na fronteira. Indignada com o desrespeito como somos tratados, nós que vivemos em Roraima, não temos atenção neste momento difícil.— Teresa Surita (@Teresa_Surita) 28 de fevereiro de 2018

De acordo com a Sesau, o primeiro caso de sarampo no Estado foi confirmado no último dia 19. Os outros cinco foram confirmados pela Fiocruz nesta terça-feira (27).

O governo do Estado intensificou a vacinação contra o sarampo nos bloqueios instalados nas fronteiras e nos abrigos que recebem grupos de imigrantes venezuelanos. Entre os dias 13 e 23 de fevereiro, 2.000 doses foram aplicadas. Cerca de 40 mil imigrantes venezuelanos vivem em Boa Vista, o que corresponde a cerca de 10% da população da cidade, segundo dados da prefeitura. 

Depois de um pedido emergencial, o Ministério da Saúde encaminhou mais 80 mil doses para a região, que devem ser utilizadas durante uma campanha de imunização prevista para ser realizada durante o mês de março em todo o Estado de Roraima.

O vírus do sarampo está erradicado no Brasil desde 2015, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), mas ainda circula no país vizinho. A Venezuela enfrenta um surto da doença desde julho do ano passado. 

No Brasil, os últimos casos de sarampo ocorreram entre 2013 a 2015. Nesse período, foram registrados 1.310 casos em todo o país, sendo um apenas em Roraima importado do Ceará.

Neste ano, a Europa também foi surpreendida com um aumento de 400% no número de casos de sarampo no continente.

Risco de epidemia de sarampo no Brasil

No Brasil, a vacina contra o sarampo faz parte do calendário nacional de imunização e, por isso, é oferecida, gratuitamente, pelo Sistema Único de Saúde. A imunização deve ser feita em duas doses com intervalo mínimo de um mês em qualquer fase da vida.

De acordo com o infectologista Esper Kallas, do Departamento de Clínica Médica da USP, a vacina contra o sarampo é considerada altamente eficaz e garante proteção duradoura contra a doença, ou seja, por toda a vida.

Quem foi vacinado, mesmo que há muito tempo, não deve ser infectado pela doença, mesmo que entre em contato com outras pessoas infectadas.

“Não existe uma vacina 100% eficaz, mas, no caso da vacina contra o sarampo, essa falha é muito pequena, por isso, o risco de uma epidemia entre brasileiros também é pequeno. Mas é importante que, antes de entrar em contato com pessoas infectadas, cada indivíduo tenha certeza de que já foi vacinado”, explica o médico.

De acordo com a Fiocruz, o sarampo é uma doença infecciosa aguda, viral, transmissível, extremamente contagiosa e muito comum na infância.

Os sintomas iniciais apresentados pelo doente são: febre acompanhada de tosse persistente, irritação nos olhos e corrimento do nariz. Após estes sintomas, geralmente há o aparecimento de manchas avermelhadas no rosto, que progridem em direção aos pés, com duração mínima de três dias.

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