Perto de enfrentar um colapso no atendimento hospitalar, o governo do Rio Grande do Sul suspendeu o modelo de gestão compartilhada, que dava aos municípios autonomia para gerir medidas contra a pandemia. Todas as regiões serão classificadas com bandeira preta e terão que seguir rigorosamente, as determinações da faixa, de maior risco de contaminação. 

Vista aérea de Porto Alegre
Miguel Noronha / Agência F8 / Folhapress – 25.02.2021

“Para dar esse golpe na taxa de contágio nós precisamos ser mais restritivos desde já.  Deste sábado até o outro domingo estaremos com a suspensão da cogestão e com a aplicação das restrições que a bandeira impõe para buscar conjuntamente reduzir essa taxa de contágio”, declarou o governador Eduardo Leite.

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O anúncio põe fim a um modelo que dava maior autonomia aos prefeitos, mas que, diante do atual cenário, passou a ser questionado até mesmo por entidades como o MPF (Ministério Público Federal).
“Nós entendemos que a situação é gravíssima (emenda) as medidas ainda estão tímidas face a gravidade da situação”, disse procuradora da República no Rio Grande do Sul, Suzete Bragagnolo.
O sistema de cogestão permitia que as regiões adotassem medidas de uma categoria mais branda do que a recebida na classificação do governo do estado. Porto Alegre, por exemplo, trabalhava com restrições de bandeira vermelha – de risco alto, mesmo estando em bandeira preta – de risco altíssimo.
Com o fim da cogestão, a capital gaúcha precisará adotar medidas mais restritivas. O comércio não essencial vai ter que fechar. Além disso, o prefeito anunciou que os ônibus ficarão proibidos de transportar passageiros em pé. Ele prometeu ainda a abertura de novos leitos, e fez um apelo à população.

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“Não ocupe os espaços públicos da cidade. Não façam isso. Nós não vamos, em um primeiro momento, fechar a orla. mas se a população não atender ao pedido do governo, nós vamos fechar a orla”, afirmou o prefeito Sebastião Melo.
Porto Alegre segue com a taxa de ocupação de utis acima dos 95%. Hospitais e  unidades de pronto atendimento operam com superlotação. A Justiça também suspendeu a retomada das aulas presenciais na capital.

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