Caso
queira oferecer ajuda a uma pessoa cadeirante, a psicóloga Cristina Masiero,
supervisora da Psicologia Adulto na AACD, orienta a nunca movimentar a cadeira de rodas sem antes consultá-la. “É como se estivesse empurrando o corpo da pessoa”, explica.
Ela recomenda que pergunte ao cadeirante se precisa de ajuda e como quer ser
movimentadoEmbora a recomendação de segurança para descer e subir
rampas seja sempre posicionando a cadeira de rodas de costas, a psicóloga
ressalta que se peça permissão ao cadeirante para tomar a atitude. Mesmo
sabendo das regras, pergunte a ele: “Posso descer essa rampa de costas para a
sua segurança? Você está de acordo?”, orientaA regra para rampas também vale para guias de calçada. Para
subir e descer, sempre posicione a cadeira de rodas de costas para evitar que a
pessoa se desequilibre e corra o risco de cairAo empurrar uma cadeira de rodas, a velocidade deve ser a do passo ao caminhar – nem mais lento nem mais rápido do que isso. Mesmo que o cadeirante tenha condições de movimentar a própria cadeira com as mãos, vale oferecer ajuda, pois pode estar cansadoNunca pendure bolsa ou casaco na cadeira de rodas alheia. Para
uma pessoa com deficiência que usa a cadeira de rodas, o equipamento é uma
extensão de seu corpo. “Da mesma forma que você não coloca a mão no corpo de
uma pessoa, você não coloca na sua cadeira”, afirma a supervisora da Psicologia Adulto na AACDQuando
for conversar com um cadeirante, busque uma cadeira e sente-se ao lado dele para
que seus olhos fiquem na altura dos olhos dele. Isso evita desconforto
de ambas as partes. Em bate-papos breves, não há problema em permanecer em péJá em relação à pessoa cega, nunca a pegue pelo braço.
Primeiramente, ofereça ajuda. Em seguida, pergunte como pode ajudar. Ofereça
seu cotovelo para que ela coloque a mão e ande um pouco adiante que ela para
que possa sentir o avanço pelo seu movimento corporalSegundo a psicóloga, pessoas que se tornaram cegas e têm referência anterior gostam de receber informações sobre o ambiente. Já as cegas de nascença às vezes também requisitam dados do ambiente, mas não relacionados a cores e texturas, mas sim onde estão as pessoas e o que está acontecendo naquele local, naquele momento Pela Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência, os
termos adequados são “pessoa surda” ou “pessoa com deficiência auditiva”, “pessoa
cega” ou “pessoa com deficiência visual” e “pessoa cadeirante” ou “pessoa que
usa cadeira de rodas”. “Isso porque a pessoa tem uma história de vida, uma
experiência pessoal e, além disso tem uma deficiência. É importante ver a
deficiência como uma característica dela e não a pessoa através da deficiência”,
diz a supervisora da
Psicologia Adulto na AACDSe a pessoa cadeirante estiver com acompanhante, se deseja falar com ela, se dirija a ela e não ao acompanhante. Preste atenção para não falar com o acompanhante sobre ela na terceira pessoa, como se ela não estivesse ali. No caso de pessoa com deficiência cognitiva, se perceber que não houve interação, aí sim comunique-se com o acompanhante. “É bastante deselegante e invasivo ficar indagando ‘como foi acontecer aquilo’ ou emitir algum tipo de juízo”, diz a supervisora da AACDMuitas pessoas que têm deficiência física não usam cadeira de rodas, mas sim muletas ou próteses. Portanto, a deficiência nem sempre pode ser percebida. A psicóloga ressalta que é preciso ter cuidado ao abordar uma pessoa que esteja sentada no assento preferencial do transporte público e aparentemente não precise. “Se a pessoa com deficiência que está sentada percebe que chega alguém que precisa mais do que ela, e ela consegue ceder o lugar, por que não fazer essa gentileza?”, diz

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