O PMMA é aplicado por meio de injeção e nunca mais sai do corpo
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O polimetilmetacrilato (PMMA), substância que teria causado deformidades nos rostos de 14 pacientes do médico Wesley Murakami, em Goiania, e provocou a morte de uma paciente do médico Denis Furtado, o “Doutor Bumbum”, no Rio de Janeiro, nunca mais sai do corpo, conforme explica o cirurgião plástico Fernando Bianco, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

“O PMMA não é absorvido pelo corpo, o que faz com que ele não saia dali. Mesmo com cirurgias é impossível retirá-lo totalmente, sempre ficará algum resquício”, explica.

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Conhecido como metacril, o PMMA é um plástico similar ao acrílico, composto por microcápsulas que o organismo não é capaz de absorver. Sua aplicação é feita por meio de injeção, que introduz a substância no local em que será feito o preenchimento.

Segundo Bianco, a substância é liberada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para correção de pequenas deformidades em quantidades diminuídas, sendo indicada para pacientes com HIV que sofrem com atrofia no rosto (perda de gordura facial), por provocar reações mínimas e pelo baixo custo.

Ele afirma que o preço de uma ampola de PMMA varia de R$ 110 a R$ 130. Já uma ampola de ácido hialurônico, indicado para prodecimentos similares, varia de R$ 1.200 a R$ 1.600.

“Para procedimentos estéticos, existem substâncias mais adequadas, como o ácido hialurônico, que apresenta poucas reações e é absorvido pelo corpo”, afirma. 

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Se a substância é aplicada de maneira incorreta, seja por médicos não habilitados, aplicação em locais inadequados ou profundidades erradas ou, ainda, em quantidades maiores do que a indicada, o produto pode causar deformidades permanentes em quem foi aplicado, de acordo com o afirma o médico.

Foi o caso do “Doutor Bumbum”. O médico Denis Furtado foi preso depois ter sido acusado de provocar a morte de uma paciente por preenchimento nos glúteos. Já no caso do médico Wesley Murakami ele impedido pelo Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) de exercer a profissão após ter sido denunciado por 14 pacientes em que provocou deformidades ao usar o PMMA.

“Mesmo que a deformidade tente ser reparada por meio de cirurgia, o paciente pode ter uma cicatriz muito grande no rosto e pode ter uma deformidade pior do que a primeira”, explica o cirurgião.

Outra adversidade da substância, segundo o médico, é que, além da cirurgia para tentar melhorar a deformidade não ser totalmente eficaz, não é possível retirar todo o produto, tendo sempre algum resquício no corpo, e tirando partes de tecidos saudáveis do local em que o PMMA foi aplicado.

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De acordo com Bianco, mesmo depois de cirurgias, os resquícios de PMMA que restam no corpo podem gerar inflamações ou rejeição do produto. “Se houver uma infecção por conta da substância, a pessoa terá de retirar o tecido atingido, inclusive a parte saudável, e o resultado é deformante”, completa.

*Estagiária do R7 sob supervisão de Deborah Giannini

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