Movimentação em bares: SP tem pior semana desde início da pandemia
Daniel Teixeira/Estadão Conteúdo

A última semana epidemiólogica na cidade de São Paulo teve o maior número de casos, internações de mortes por covid-19 desde o início da pandemia, informou o secretário de Saúde  do estado, Jean Gorinchteyn, em entrevista coletiva nesta segunda-feira (18), no Palácio dos Bandeirantes. “Essa foi a pior semana na história da pandemia no Estado de São Paulo”, disse.

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De acordo com o secretário, os números da semana epidemiológica mais recente dispararam, quando comparados aos números da última semana de 2020. A média diária do número de casos subiu 77% (de 6.373 a 11.300), o de mortes, 59% (de 143 pra 227), e o de internações, 28% (de 1.364 a 1.747). Na comparação entre a última e a penúltima semana epidemiológica, houve um aumento de 9% no número de casos, 12% no número de internações e 7% no número de óbitos.

O número de internados em UTI (Unidade de Terapia Intensiva) em todo o estado é de 6.004 pacientes. Em enfermarias, 7.811. A taxa de ocupação da UTI  no Estado é de 69,1% e na Grande São Paulo, 70,1%. “Algumas das regiões já tiveram a marca de 100% atingidas é que conseguimos redimensionar esses pacientes para outras regiões.”

“Estamos na 3ª semana epidemiológica e 18ª reclassificação do Plano SP. Medidas tomadas têm como objetivo não apenas a restrição de horários e serviços, mas a diminuição da circulação de pessoas para a redução da circulação do vírus”, disse. “Adultos e jovens foram os maiores disseminadores da doença e levaram para pais, tios e avós o vírus. Os números refletem a necessidade de serem mais atentos e atuantes”, afirmou o secretário.

Gorinchteyn afirmou ainda que, desde o início do ano, cerca de 250 leitos de UTI foram criados. “Estamos ampliando ainda mais e distribuindo suportes ventilatórios de emergência para todos os municípios e regiões que necessitem.”

Início da vacinação

Começou nesta segunda-feira (18) a vacinação contra o coronavírus no Hospital das Clínicas, em São Paulo. A expectativa é que a megaoperação montada imunize 30 mil profissionais de saúde do hospital da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) nesta primeira etapa da campanha de vacinação contra covid-19 no estado.

A diretora do Hospital das Clínicas, Eloísa Bonfa, afirma que a operação montada é um projeto piloto para testar todo o sistema de vacinação. “É um piloto com os voluntários sendo vacinados, estamos testando todo o sistema”, diz. “Na terça feira (19), começamos com o funcionamento de 12 horas com o agendamento de data e horário para vir para cá.”

Segundo ela, hoje serão cerca de 400 pessoas, mas a previsão é de que até quinta-feira sejam vacinados 30 mil profissionais com a possibilidade de a operação se estender até sexta. “As pessoas estavam sem perspectivas vendo uma segunda onda chegando. Então, é uma emoção muito grande.”

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A imunização das equipes começa num espaço de 1000 m² do Centro de Convenções Rebouças, ao lado do complexo hospitalar. O local receberá 30 estações de vacinação, que funcionarão 12 horas por dia, das 7h às 19h a partir desta segunda. Para evitar aglomerações, os profissionais serão convocados em horários pré-agendados.

A estrutura contará com mais de mil postos de trabalho para turnos de voluntários, entre enfermeiros, auxiliares de enfermagem, médicos, além de funcionários da área administrativa que atuarão no cadastramento e aplicação da vacina. “Além de proteger contra a doença, a vacina é também uma injeção de ânimo e esperança para eles e para todos nós, brasileiros”, afirma o presidente do conselho deliberativo do HCFMUSP, Professor Tarcísio Eloy Pessoa de Barros Filho.

Plano logístico

O plano logístico para aplicação de vacina distribui doses inicialmente aos hospitais das Clínicas de São Paulo, Ribeirão Preto, Campinas, Botucatu, Marília e o hospital de base de São José do Rio Preto, informou o governo em entrevista coletiva no domingo (17), dia da primeira vacinação contra o novo coronavírus do país, no HC de SP.

Após o abastecimento dos primeiros, hospitais, toda a rede passa a receber as doses. Na sequencia distribuição pra abastecimento da rede. Haverá uma entrega direta de imunizantes aos 200 maiores municípios do estado. Os outros 445 farão a retirada em 25 unidades regionais de distribuição do governo. O objetivo é que ao longo da semana toda a rede tenha começado a vacinar, prioritariamente quem atua na linha de frente contra a pandemia, segundo o secretário executivo da Saúde, Eduardo Ribeiro.

Cada profissional de saúde receberá duas doses da vacina do Butantan, com intervalo de 21 dias entre cada aplicação, conforme prevê o Plano Estadual de Imunização (PEI).

Primeira dose

A primeira dose da vacina contra a covid-19 foi aplicada em uma enfermeira que trabalha no hospital Emílio Ribas, logo após a aprovação da CoronaVac pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). primeira pessoa vacinada no país é a enfermeira Mônica Calazans, de 54 anos, moradora de Itaquera, com perfil de alto risco para complicações da covid-19.

Na coletiva, Mônica mandou um recado à população. “Não tenham medo. É a grande chance que a gente tem de salvar vidas”, afirmou, em entrevista coletiva do governo de São Paulo logo após ser vacinada. Segundo o governador João Doria, mais de uma centena de profissionais do HC já foram vacinados no domingo, logo após a aplicação da primeira dose.

Do total de 5.994.576 doses da CoronaVac produzidas no Instituto Butantan, serão enviadas 4.636.936 ao Ministério da Saúde para aplicação em todo o país e ficam em São Paulo 1.357.640. Segundo o governo de São Paulo, os números foram fornecidos na tarde deste domingo pela secretaria de Atenção à Saúde do ministério.

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