Secretário foi exonerado após denúncias
Divulgação / Imprensa MG / Gil Leonardi

Dos 828 servidores da Secretaria de Saúde de Minas vacinados contra a covid-19, às escuras, 332 não realizavam atividades em campo.

A informação está na lista oficial de imunizados, entregue pelo Governo Estadual à Assebleia de Minas, na tarde desta sexta-feira (12).

O relatório indica o nome, o setor de atuação e a justificativa para o funcionário ser imunizado. O documento é assinado pelo então secretário de Saúde Carlos Eduardo Amaral, exonerado após a divulgação do caso.

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Estes 332 trabalhadores que não iam a campo, estão classificados com “trabalho presencial” e atuam em setores como assessoria de comunicação, assessoria de parcerias em saúde, assessoria estratégica, gabinete do secretário, centrais de regulação de leitos, e subsecretarias ligadas à saúde. Apenas oito deles têm 60 anos ou mais.

No relatório, o governo usou o “trabalho em campo” como justificativa para vacinar apenas 168 servidores. Outros funcionários foram indicados para receber o medicamento em função do local onde trabalham. Como exemplo, 240 trabalhadores da Farmácia Minas, responsável por distribuir remédios à população.

Outros 35 servidores são da Central Estadual de Rede de Frio, local onde ficam guardadas as vacinas que chegam ao Estado, enquanto 74 são do setor de almoxarifado.

Em resumo, a pasta usou sete critérios para justificar o motivo de um servidor ser vacinado. São eles:

    1. Funcionário com trabalho em campo
    2. Funcionário maior de 60 anos com trabalho em campo
    3. Funcionário com trabalho em campo e presencial
    4. Funcionário com trabalho presencial
    5. Funcionário maior de 60 anos com trabalho presencial
    6. Funcionário da Central Estadual de Rede de Frios
    7. Funcionário do almoxarifado

No decorrer da semana, o ex-secretário Carlos Eduardo Amaral, também vacinado, alegou que não houve irregularidades. Segundo ele, todos os servidores imunizados são de áreas estratégicas para manutenção das ações de combate à pandemia ou precisam ir a campo para trabalhar.

O Ministério Público Estadual investiga o caso. A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da ALMG que vai apurar as denúncias deve iniciar os trabalhos nas próximas semanas. A presidência da Casa destacou que os nomes vacinados não necessariamente cometeram irregularidades. Os peritos vão investigar quem pode ter, de fato, furado a fila.

Veja como anda a vacinação em todo o Brasil:

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