Hoje, recuperada, Cleide recomenda que todas as mulheres façam a mamografia
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A mamografia é um exame preventivo capaz de rastrear os primeiros indícios de câncer de mama antes mesmo de a doença manifestar nódulos nos seios.

De acordo com o mastologista João Bosco Ramos, presidente da SBM-SP (Sociedade Brasileira de Mastologia – Regional de São Paulo), em países desenvolvidos, a realização do exame ajuda a paciente a receber um diagnóstico precoce, oferecendo uma taxa de 90% de chances de cura.

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Para a administradora Cleide Campana, 51, o exame foi fundamental para sua vida. “Uma mamografia de rotina me salvou”, afirma. Cleide fazia o exame anualmente desde os 40 anos e, aos 47, sem qualquer sinal ou manifestação, recebeu o diagnóstico ao ser examinada.

“Eu sou muito grata à enfermeira que fez o exame, e se ela não tivesse examinado todos os lados, não tivesse insistido, talvez eu não estivesse aqui”, relata Cleide. O nódulo, de menos de um centímetro, encontrado na região da axila do lado direito, era um câncer agressivo, e na semana seguinte a administradora foi operada e encaminhada ao tratamento com radioterapia e quimioterapia.

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Segundo dados de 2015 do Colégio Brasileiro de Radiologia, a taxa de cobertura da mamografia no Brasil é de 25%, ou seja, apenas uma a cada quatro mulheres em idade recomendada para o exame realmente o faz. Para o mastologista, o dado é preocupante, e evidencia a falta de conhecimento por parte da população sobre a importância do exame.

Embora o INCA (Instituto Nacional do Câncer) recomende a realização do exame a partir dos 50 anos, a SBM recomenda que a mamografia seja feita anualmente a partir dos 40 anos. O exame, que leva cerca de cinco minutos, comprime a mama em duas posições, permitindo identificar lesões iniciais, geralmente menores que um centímetro.

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Hoje, Cleide recomenda que todas as mulheres se submetam ao exame. “A cura é muito possível! Quanto mais cedo o câncer é identificado, melhor a possibilidade”, comemora.

*Estagiária do R7 sob supervisão de Ingrid Alfaya

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